Argentino que imitou macaco para homem negro tem prisão decretada na BA

Publicado em 18/07/2026, às 17h53
Argentino que imitou macaco para jovem negro tem prisão decretada na Bahia - Reprodução / Redes sociais
Argentino que imitou macaco para jovem negro tem prisão decretada na Bahia - Reprodução / Redes sociais

Por Folhapress

A Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva do torcedor argentino Sebastian Fernando Ayala por injúria racial, após ele ter imitado gestos de macaco para um homem negro em um restaurante em Morro de São Paulo, o que gerou grande repercussão.

O ato racista foi registrado em vídeos e testemunhas confirmaram a ocorrência, levando à ação da polícia, que considerou a fuga do argentino para a Argentina um fator decisivo para a decretação da prisão.

A investigação agora busca cooperação internacional da Polícia Federal para localizar Ayala, enquanto o Judiciário ressaltou a necessidade da prisão para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

Resumo gerado por IA

O torcedor argentino que imitou gestos de macaco para um homem negro na Bahia teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça. O argentino Sebastian Fernando Ayala vai responder por injúria racial. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Marcelo Largrota, do TJBA (Tribunal de Justiça da Bahia) após pedido da Delegacia Territorial da Polícia Civil de Cairu, onde ocorreu o ato.

O torcedor foi flagrado imitando um macaco após o jogo da seleção argentina. O caso aconteceu na noite da última terça-feira em um restaurante em Morro de São Paulo, no município de Cairu.

Os gestos racistas foram flagrados em vídeos. Testemunhas também presenciaram a ocorrência e divulgaram vídeos nas redes sociais.

Após a repercussão do caso, o argentino de 38 anos fugiu do país. A polícia descobriu que, na manhã seguinte ao caso, ele pegou um avião em Salvador com destino ao Rio de Janeiro, de onde pegou outro voo com destino à capital da Argentina.

Para a polícia, a fuga do país foi um fator crucial para a decretação de sua prisão. Agora, a investigação vai solicitar cooperação internacional da Polícia Federal para chegar ao homem.

"Na decisão, o Poder Judiciário destacou os elementos reunidos durante a investigação, que demonstram a materialidade do crime e os indícios de autoria, além da necessidade da prisão para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, diante da evasão do investigado do território nacional", disse a Polícia Civil da Bahia, em nota.

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