Alagoas

Arquidiocese de Maceió divulga protocolo para a reabertura das igrejas; confira

Eberth Lins | 30/07/20 - 16h11 - Atualizado em 30/07/20 - 16h19
Foto: Pastoral da Comunicação

A Arquidiocese de Maceió divulgou nessa quarta-feira (29) o Plano Arquidiocesano Para a Reabertura das Igrejas. O protocolo é extenso e reforça a necessidade de evitar aglomeração, trazendo orientações como evitar sacristias, filas para entrar e estacionamentos. Clique aqui e confira.

A apresentação do documento foi feita em uma reunião virtual com o Clero da Arquidiocese, onde os médicos que participaram da construção do protocolo sanitário puderam explicar todas as recomendações. Mas ainda não há uma data definitiva para o retorno.

Ainda segundo o documento, os fiéis deverão respeitar um distanciamento mínimo de um metro e meio e será obrigatório o uso de equipamentos de proteção individual nas igrejas. 

O documento também sugere que os fiéis se inscrevam para participar das missas presenciais, como uma medida de controlar o limite de pessoas dentro dos templos. 

Mesmo com a liberação da abertura das igrejas por meio de decretos do Governo e da Prefeitura de Maceió, com o avanço de fases no Plano de Distanciamento Social Controlado, a Arquidiocese decidiu por manter as igrejas fechadas e estudar meios seguros de reabrir as portas. 

Durante uma transmissão online ontem, o arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, falou sobre a cobrança para reabrir as igrejas. Dom Antônio expôs a situação vivida na capital com a flexibilização nas últimas semanas. “O Centro está cheio, as feiras no Benedito Bentes e Jacintinho com pessoas sem máscaras; e a mesma situação se repete no interior”, afirmou.

Ele recordou uma fala do governador Renan Filho nesta semana, que se mostrou preocupado com as aglomerações e a desobediência do decreto estadual em Maceió. “As pessoas estão fazendo de conta que nada existe, mas ele [o governador] deixou claro que podemos chegar ao ponto de fechar tudo novamente”.“Vamos preparar as nossas igrejas para que no momento oportuno, o bispo diga qual será o dia. Tudo muito tranquilo, seguindo às determinações desse documento que foi estudado pelos padres e contou com a participação dos médicos infectologistas que estão na linha de frente no enfretamento à pandemia”, pontuou o arcebispo.

“Sou responsável pelo povo católico desta arquidiocese e há uma grande responsabilidade sobre as minhas costas. Desde o dia 20 de março estou firme neste lugar, onde transformei a minha capela pessoal em uma Catedral, onde falo com todo o povo e vocês comigo. Não quero que no futuro digam que nós fomos um dos propagadores deste vírus”, enfatizou.