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Assista: assassino confesso de Silvânio Barbosa dá detalhes do crime que chocou Alagoas

Redação TNH1 com TV Pajuçara | 29/11/18 - 18h52 - Atualizado em 30/11/18 - 10h45

Às vésperas de completar 19 anos, preso em uma cela isolada do Presídio do Agreste, Henrique Matheus da Silva Souza, assassino confesso do vereador Silvânio Barbosa diz estar “muito” arrependido. Se pudesse mandar um recado para a família da vítima, pediria desculpas. Daria a própria vida para que seus familiares não paguem pelo crime brutal que ele cometeu.

Diante do apresentador da TV Pajuçara, Oscar de Melo, que viajou mais de 180 quilômetros para entrevistá-lo, na cidade de Girau do Ponciano, Matheus lembrou do pai, que também cumpre pena em um presídio, e chorou ao falar da mãe, para quem havia feito uma promessa, mas não honrou a palavra: “Eu cresci dizendo que ela não teria a vergonha de me ver preso”, se emociona. A entrevista teve produção do repórter da Pajuçara FMHélio Goes, e imagens dos repórteres cinematográficos Wellington Soares e Janilton Silva.

Em pouco mais de 12 minutos de conversa, em meio aos lampejos de arrependimento, Matheus também revela o lado frio. Conta com tranquilidade como aceitou o convite de Silvânio Barbosa para ir ao seu apartamento. Detalha como levou na mochila a faca com a qual atacaria o vereador, quando os dois estavam na cama. Contou que logo após chegar ao apartamento, Silvânio Barbosa pediu para ele deitar na cama e foi tomar banho. Quando voltou do banheiro, segundo Matheus, o vereador deitou ao lado dele.

“Ele perguntou se eu queria ter relacionamento com ele, eu disse que não, aí ele veio me alisar”, conta Matheus. Segundo ele, o primeiro dos 26 golpes de faca que mataram o vereador foi desferido imediatamente após a tentativa de Silvânio manter relações sexuais com ele.

Matheus também alega que estava sob efeito de drogas. Estava usando cocaína há dias e teria ingerido um comprimido “azul”. Conta que, logo de início, quando conheceu o vereador, enquanto vendia cadeiras na frente de um supermercado, não percebeu as intenções de Silvânio e chegou a confundir o vereador com um pastor evangélico. “Eu pensei que a carteira dele era uma bíblia”.

Henrique Matheus foi preso pela polícia paraibana na cidade de Pombal, Sertão paraibano, com apoio da polícia de Alagoas, no dia 9 de setembro, um dia após o corpo de Silvânio ser encontrado, no apartamento onde o vereador morava, no bairro do Benedito Bentes, parte alta de Maceió. Antes de matar Silvânio Barbosa, quando ainda estava dentro do apartamento, com o vereador gravemente ferido, Matheus ainda deu água a Silvânio, que ainda pediu um travesseiro e o ventilador.

A pedido de Matheus, Silvânio desbloqueou o celular para que seu algoz fizesse uma ligação. "Eu liguei para a minha namorada, para pedir ajuda", conta. Por meio dessa ligação telefônica, a polícia  conseguiu localizar Matheus na cidade de Pombal, para onde ele fugiu com o carro do vereador. "Quando cheguei lá, minha mãe perguntou de quem era o carro, eu respondi que era do meu patrão, e ela acreditou", conta Matheus, que foi denunciado à polícia por um vizinho.

Assista à entrevista completa: