Banco Central cria indicador para acompanhar reajustes salariais negociados

Publicado em 06/10/2026, às 12h37
Ganhos reais foram mais frequentes em períodos de baixa desocupação - Foto: Agência Brasil
Ganhos reais foram mais frequentes em períodos de baixa desocupação - Foto: Agência Brasil

Por Agência Brasil

O Banco Central começará a divulgar mensalmente indicadores sobre reajustes salariais em convenções coletivas, visando melhorar o monitoramento do mercado de trabalho e seu impacto na inflação.

Os novos dados, provenientes do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho, incluirão percentuais de reajustes e a relação desses aumentos com a inflação, tanto em termos nominais quanto reais.

Essa iniciativa permitirá ao BC analisar mais efetivamente as negociações salariais e sua conexão com o mercado de trabalho, com informações acessíveis sobre convenções coletivas de diversas regiões e setores da economia.

Resumo gerado por IA

O Banco Central (BC) passará a divulgar mensalmente um novo conjunto de indicadores sobre reajustes salariais negociados em convenções coletivas de trabalho. A iniciativa deve ampliar a capacidade de monitorar as condições do mercado de trabalho e seus efeitos sobre a inflação.


Com base em informações do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego, os indicadores mostrarão os percentuais de reajustes negociados e a proporção de acordos que resultaram em aumentos acima, abaixo ou em linha com a inflação.


As estatísticas incluirão os reajustes nominais, que representam o aumento dos salários em valores correntes, e os reajustes reais, que descontam a inflação e indicam se houve ganho efetivo de poder de compra para os trabalhadores.


A nova base permitirá ao BC acompanhar com maior precisão o comportamento das negociações salariais e avaliar como as condições do mercado de trabalho influenciam a dinâmica dos salários.


Estudo divulgado pelo BC mostra que ganhos reais de salário tendem a ser mais frequentes em períodos de mercado de trabalho aquecido e de baixa taxa de desemprego.


De acordo com a autoridade monetária, esse movimento foi observado entre 2012 e 2014 e voltou a aparecer a partir de 2023, quando cresceu a proporção de convenções coletivas com reajustes acima da inflação.


Segundo a análise, os reajustes negociados mantêm forte relação com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).


Embora não haja obrigação legal de reposição integral das perdas inflacionárias, a inflação acumulada continua sendo uma das principais referências para trabalhadores e empregadores durante as negociações.


Ferramenta adicional
A divulgação regular dos indicadores ampliará o conjunto de informações disponíveis para a sociedade acompanhar a evolução dos salários negociados no país e sua relação com a inflação.


Os dados abrangem convenções coletivas de todas as regiões e dos principais setores da economia, como agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços, e estarão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central.

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