Temperatura da água, secagem e a frequência da higienização são fatores importantes para manter o bem-estar do pet neste período
Poucas sensações são tão agradáveis para os tutores quanto chegar em casa e ser recebido pelo pet abanando o rabo, pedindo carinho e exalando aquele cheirinho de banho recém-tomado. Além de transmitir uma sensação de limpeza e bem-estar, um animal limpinho torna os momentos de convivência ainda mais prazerosos, reforçando os laços de afeto e proximidade entre a família e seu companheiro de quatro patas.
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Mais do que uma questão estética, o banho adequado contribui para a saúde, o conforto e a qualidade de vida dos pets. No entanto, com a chegada das temperaturas mais baixas, muitos tutores ficam em dúvida sobre a frequência ideal dos banhos em cães e gatos. Afinal, é preciso manter a higiene dos animais sem expô-los ao desconforto térmico ou aumentar o risco de problemas de saúde.
Segundo o médico-veterinário Douglas Evandro dos Santos, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unime Lauro de Freitas, o inverno exige alguns cuidados extras, mas não significa que os banhos devam ser suspensos. “O banho ajuda a remover sujeiras, oleosidade excessiva e possíveis agentes que podem causar doenças de pele. O que muda durante o frio são os cuidados com a temperatura da água, a secagem e a frequência, que deve ser adequada às características de cada animal”, explica.
A recomendação da frequência dos banhos no inverno varia de acordo com fatores como raça, tipo de pelagem, estilo de vida e condições de saúde. Cães de ambiente interno podem tomar banho, em média, a cada 15 ou 30 dias, dependendo da necessidade e da recomendação veterinária. Por outro lado, os cães mais ativos que frequentam parques, praias ou têm contato frequente com áreas externas podem precisar de higienização mais frequente. Quanto aos gatos, por realizarem a própria higiene diariamente, raramente necessitam de banhos regulares, exceto em situações específicas orientadas por um médico-veterinário.
Nos animais com problemas dermatológicos, a frequência dos banhos deve seguir rigorosamente a orientação do médico-veterinário, pois, em muitos casos, o tratamento inclui o uso de banhos terapêuticos com produtos específicos para controlar inflamações, infecções ou alergias.

Para evitar desconforto e reduzir o risco de problemas de saúde, vale adotar alguns cuidados antes, durante e após o banho dos pets. Confira:
Além da escolha correta da frequência e dos produtos, os cuidados após o banho também são fundamentais. Segundo Douglas Evandro dos Santos, um dos erros mais comuns é deixar o animal úmido. “O principal cuidado durante o inverno é garantir uma secagem completa. A umidade retida na pele e nos pelos pode favorecer dermatites, proliferação de fungos e desconforto térmico. O ideal é utilizar toalhas e secador em temperatura adequada, sempre respeitando a sensibilidade do animal”, destaca.
O médico-veterinário também chama a atenção para os sinais de frio excessivo nos animais. Tremores, busca constante por locais quentes, postura encolhida e diminuição da disposição podem indicar desconforto térmico.
“Cada animal possui necessidades diferentes. Não existe uma regra única para todos os pets. O mais importante é manter a higiene sem comprometer o conforto e a saúde, observando o comportamento do animal e buscando orientação profissional sempre que houver dúvidas”, finaliza.
Por Camila Souza Crepaldi
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