Maceió

Bebê aguarda atendimento há três dias e corre risco de ter dedo amputado, no HGE

TNH1 | 29/03/24 - 11h13
Cortesia

A avó de um bebê de dez meses denunciou, na tarde desta quinta-feira, 28, que sua neta pode perder o dedo por uma suposta negligência do Hospital Geral do Estado (HGE). Ela contou que a neta feriu o dedo ao cair de cadeira de balanço. O caso ocorreu na última segunda-feira (25). A bebê foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes, de onde foi encaminhada ao HGE. Lá, a criança foi atendida e teve o dedo suturado.

"Após suturar, eles liberaram a minha neta e disseram que era para prestar atenção, e se a mãozinha dela ficasse vermelha ou roxa, voltássemos imediatamente”, conta Edilma da Silva Furtunato, avó da criança.

No dia seguinte, na terça-feira (26), o quadro não apresentou melhoras e a criança voltou até o HGE, entretanto, desde então nenhum procedimento foi realizado para reverter o quadro de infecção do dedo. “Ontem (quarta-feira) eles falaram que iriam realizar o procedimento, mas não foi o que ocorreu, hoje já é quinta-feira e nada foi feito”, conta a avó da bebê de 10 meses. 

A mãe da criança, Layla Emanuelle da Silva Duarte, afirmou que está preocupada, poism além do dedo da filha está inchado e roxo, também está com um odor forte. “Eu falei com a assistente social e ela falou que se até as 15h de hoje não fizessem nada, o médico não viesse avaliar, era pra fazer um relatório, porque não pode demorar, o dedo dela tá fedendo já e começando a ficar preto”, disse.

Até as 17h desta quinta-feira, a bebê continuava em observação, na Ala da Pediatria.

Em nota (veja abaixo), o HGE informou que a criança passará por novos procedimentos. 


 "O Hospital Geral do Estado, em Maceió, informa que a criança S. H. S. V., de 10 meses, deu entrada na unidade com uma fratura exposta no polegar esquerdo e recebeu atendimento da equipe multidisciplinar, incluindo cirurgião geral, clínico geral e ortopedista.
 
Após sutura e exames, foi recomendado tratamento domiciliar com acompanhamento pediátrico e retorno para o hospital após qualquer alteração, conduta seguida pelos responsáveis.
 
A criança foi reavaliada e passará por novos procedimentos, após alteração no quadro clínico. A direção médica afirma a correta assistência para o caso, reiterando que o HGE é referência em traumas e está disponível para casos de acidentes e agressões, de forma emergencial'".