Bets: pedidos em plataforma de autoexclusão crescem 7 vezes na Copa

Publicado em 23/07/2026, às 16h16
Imagem meramente ilustrativa - Joédson Alves / Agência Brasil
Imagem meramente ilustrativa - Joédson Alves / Agência Brasil

Por Agência Brasil

Durante a Copa do Mundo, o Brasil observou um aumento significativo no número de pedidos de autoexclusão em plataformas de apostas online, apesar da intensa publicidade dessas casas. A ferramenta, lançada pelo governo federal, permite que cidadãos bloqueiem seu CPF para apostas em sites legalizados, refletindo uma preocupação crescente com o jogo responsável.

Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas mostram que, nas duas primeiras semanas do torneio, os pedidos diários de autoexclusão saltaram de uma média de 2.594 para 17.866, um aumento quase sete vezes maior. A mudança nos motivos para a autoexclusão também é notável, com a prevenção do uso de dados em apostas se tornando a principal razão entre os solicitantes.

Mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram na plataforma de autoexclusão desde seu lançamento. Além disso, o Sistema Único de Saúde oferece teleatendimento gratuito para tratar a compulsão por apostas, complementando as iniciativas de proteção ao jogador.

Resumo gerado por IA

Apesar da presença massiva de publicidade das casas de apostas online durante as transmissões da Copa do Mundo, o Brasil registrou um crescimento do número de pessoas que pediram a autoexclusão de plataformas de bets.

A ferramenta de autoexclusão foi lançada pelo governo federal em dezembro do ano passado e permite ao cidadão cadastrar seu CPF para que o uso seja bloqueado simultaneamente em todos os sites legalizados de apostas.

De acordo com os dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, nas duas primeiras semanas do torneio, o número médio de pedidos diários para ter o CPF bloqueado para apostar em bet aumentou quase sete vezes.

A Plataforma Centralizada de Autoexclusão registrou, entre 15 e 28 de junho, 17.866 pedidos por dia, contra 2.594 solicitações médias diárias registradas na primeira quinzena de maio.

Depois de processados, os pedidos impedem que as pessoas usem os próprios CPFs para apostar nas bets legalmente autorizadas a funcionar no país. Desde o lançamento da plataforma, mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no serviço.

O levantamento também mostrou que os motivos alegados por quem fez essas solicitações mudaram. Em maio, a maior parte dos pedidos (43%) era por perda de controle sobre o jogo. Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados em plataformas de apostas passou a ser o principal motivo para o cadastro, apontado por 29,5% dos solicitantes. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%.

Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.

Além da plataforma, outra iniciativa voltada ao tratamento da compulsão por aposta é o teleatendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde.

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