A região metropolitana de Maceió está se preparando para implementar a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade, com 42 km de extensão e investimentos entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2,08 bilhões, visando atender 259,48 mil passageiros por dia.
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo BNDES e o Ministério das Cidades, aponta que a nova rede pode reduzir em 7% o tempo de deslocamento e evitar 187 vítimas de acidentes anualmente, além de incluir 187 projetos de mobilidade urbana em todo o Brasil.
O relatório do ENMU, que abrange 21 regiões metropolitanas, propõe ações para melhorar a mobilidade urbana, com potencial para gerar mais de 1 milhão de empregos e reduzir em 16% o tempo médio de viagem, enquanto busca transformar diagnósticos técnicos em políticas que promovam a inclusão social e o acesso a serviços essenciais.
A região metropolitana de Maceió (AL) tem potencial de receber a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), com 42 quilômetros (km), previsão de investimentos entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2,08 bilhões e atendimento a 259,48 mil passageiros/dia.
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A expansão projetada para a capital alagoana está prevista por meio de dois projetos de implantação de corredores de ônibus e três projetos de BRT, um deles podendo ser implantado alternativamente como VLT. No caso de Maceió, o estudo também prevê uma redução em 7% no tempo médio de deslocamento; e de 187 vítimas evitadas por ano.
É o que aponta o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades. O EMNU é um mapeamento de projetos e a proposição de políticas para estabelecer as bases para a transformação do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil. O portal https://mobilidadebrasil.bndes.gov.br/ consolida todas as informações do estudo, além dos projetos por região metropolitana.
"O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país. Investimentos que terão impacto na geração de emprego, na melhoria da infraestrutura, da segurança no trânsito e na qualidade de vida", afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
O relatório final do ENMU reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, que correspondem a mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs. Cada projeto acompanha mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos que permitem sua priorização. O estudo mostra, por exemplo, o impacto de cada projeto na redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa (GEE) e em sinistros, além da previsão de embarques/dia e de investimento.
Juntos, os projetos poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões. Os impactos também se estendem à cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.
O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. A iniciativa considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.
Para o Ministério das Cidades, o estudo representa uma ferramenta estratégica para fortalecer a política nacional de mobilidade urbana e apoiar estados e municípios na estruturação de projetos. A proposta é transformar o diagnóstico técnico em ações capazes de reduzir desigualdades, melhorar os deslocamentos diários da população e ampliar o acesso a emprego, educação, saúde e oportunidades.
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