Brasil registra pior setembro na criação de empregos formais desde o início da série histórica, diz Caged

Publicado em 04/11/2026, às 16h13
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Por LUANY GALDEANO/Folhapress

O Brasil gerou 121,3 mil postos de trabalho formais em setembro, uma queda de 43% em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho. O resultado foi o pior registrado para o mês de setembro desde o início do Novo Caged, em 2020.


O saldo para o mês foi inferior até mesmo ao de setembro daquele ano, quando o mercado de trabalho sofria com os efeitos da pandemia de Covid-19. O saldo no mesmo mês em 2020 foi de 299,7 mil empregos formais.


O país teve 2,214 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões. O acumulado de empregos formais deste ano, de 1,2 milhão, segue como o pior desde 2020, quando o resultado foi negativo.


Em abril, maio, junho, julho e agosto, a economia brasileira registrou os piores resultados para cada mês desde 2020, em indicativo da desaceleração do mercado de trabalho.


Quatro dos grandes agrupamentos econômicos registraram alta no número de empregos formais. O setor de agropecuária teve saldo negativo, com menos 4.381 vagas.


O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com mais 81,2 mil postos formais, seguido pelo setor de indústria, com 19,3 mil.


O comércio varejista registrou saldo positivo de 9.435 empregos. No entanto, permanece com resultado negativo no acumulado do ano, com menos 31,6 mil empregos formais.


Entre os estados, apenas o Rio Grande do Sul teve queda no saldo de postos com carteira assinada. A redução foi de 0,1%, puxada por queda na fabricação de produtos de fumo e no comércio varejista.
As maiores altas foram em Alagoas, onde houve aumento de 2,47% no saldo de empregos formais, seguido por Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%).
As maiores variações de janeiro a setembro foram registradas no Amapá, com alta de 7,75%, em Roraima, com mais 4,54%, e no Piauí, com 4,52%.

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