Comportamento

Brasileiros compraram 1 milhão de vibradores durante a quarentena, revela pesquisa

Extra/ O Globo | 10/07/20 - 21h02 - Atualizado em 10/07/20 - 21h30
Foto: Hull Daily Mail

Se existe um setor da economia que não esfriou durante a quarentena foi o mercado erótico. Pelo contrário, no termômetro de vendas de brinquedinhos sexuais, a temperatura só aumentou. Desde o início do confinamento, mais de 1 milhão de vibradores foram vendidos em todo o Brasil, segundo levantamento Abeme (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico).

O estudo aponta que, enquanto outros negócios tiveram queda, o setor erótico vendeu 4,12% a mais em relação a 2019.

Apesar de os vibradores liderarem as vendas, um item inovador tem chamado a atenção: máscaras de proteção personalizadas com imagens sensuais.

— A máscara é uma peça que encobre o sorriso, nossa principal arma de empatia e conexão com as outras pessoas, por isso tem que ter também um conteúdo interessante ou engraçado para quebrar o gelo — explica a estilista Francilene Perez, dona da sex shop Sedução Fashion, em Duque de Caxias, que é pioneira na personalização de máscaras sensuais e tem vendido até para outras lojas.

A alta procura por vibradores fez os lojistas do setor investirem em variedades nesse item: há desdes os mais simples, que custam R$ 40, até os que são banhados a ouro e oferecem 30 tipos de vibração, que custam a partir de R$ 900.

Com as lojas fechadas e a impossibilidade de realizar a principal feira erótica do Rio, Sexy Fair, por causa da quarentena, os lojistas apostaram nas vendas online. A estratégia deu certo, segundo Paula Aguiar, ex-presidente da Abeme e autora da pesquisa que traçou o perfil do mercado erótico durante a pandemia.

— O mercado está otimista porque as pessoas estão ociosas em casa e precisam inovar no relacionamento. Quem tem presença forte na internet e delivery está se saindo bem durante a quarentena e projeta um crescimento anual até maior do que a nossa projeção inicial de 8,45% — diz Paula.

De acordo com o estudo, quem mais compra são os jovens: 51,4% dos clientes estão na faixa de 25 a 34 anos. As mulheres representam 65% do total, e os homens 21,1%.