Resultados de exames confirmaram que o câncer diagnosticado no papa Leão 14 era localizado e, após cirurgia, não requer tratamentos adicionais, permitindo que ele retornasse rapidamente aos seus deveres no Vaticano.
O papa, de 71 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar e passou por uma cirurgia para remoção do lobo inferior do pulmão direito, o que gerou preocupações sobre o futuro de seu pontificado.
Após receber alta, Leão 14 já participou de sua primeira audiência geral, onde agradeceu ao público pelo apoio, e sua agenda de viagens, incluindo visitas à América do Sul, permanece em vigor, embora possa ser ajustada conforme necessário.
Resultados de novos exames mostram que o câncer diagnosticado no papa Leão 14 era localizado e, retirado com cirurgia, não exige tratamentos adicionais, afirmou boletim médico divulgado nesta quarta-feira (21). O papa recebeu alta no último sábado (17) e já está de volta aos trabalhos no Vaticano.
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"Os resultados do exame histológico final e as análises de biologia molecular do tecido removido durante a cirurgia do Santo Padre foram concluídos hoje. Os achados confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, com a doença permanecendo localizada. Uma avaliação oncológica subsequente confirmou que não é necessária nenhuma terapia adicional", afirmou comunicado, assinado pelo médico do papa, Luigi Carbone, e pelo cirurgião Stefano Margaritora.
O papa Leão 14 voltou à Praça de São Pedro nesta quarta-feira para realizar a primeira audiência geral desde que passou pela cirurgia para retirada de um tumor maligno no pulmão. Ele chegou ao local em seu papamóvel aberto, ovacionado pelo público, acenando para a multidão e abençoando bebês no caminho.
O pontífice de 71 anos, que prometeu no domingo (18) retomar gradualmente suas funções como líder dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, permaneceu de pé na parte traseira do veículo enquanto ele percorria a praça, acenando, sorrindo e parando para conversar com peregrinos.
Leão 14 teve o lobo inferior do pulmão direito removido em uma cirurgia no último dia 13 e foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão. O pontífice, eleito em maio de 2025, é o papa mais jovem em décadas, e o diagnóstico provocou comoção e levantou dúvidas sobre o futuro de seu pontificado.
A audiência desta quarta-feira seguiu o formato habitual. A multidão começou a se reunir horas antes do início, marcado para as 9h45 do horário local, protegendo-se com guarda-chuvas sob um céu cinzento e uma garoa fina.
"A primeira coisa que quero dizer a vocês é: obrigado pelo apoio e pelas orações", disse Leão 14 à multidão em suas palavras iniciais, sem mencionar diretamente seu estado de saúde.
"Demos graças a Deus por sua generosidade", disse o papa, enquanto aplausos irrompiam na praça. "Renovemos nossa confiança na bondade e na misericórdia de Deus."
Depois de percorrer a praça nesta quarta-feira, o pontífice proferiu uma homilia em italiano. A única mudança foi o número de idiomas das saudações finais: sete, em vez de nove. O evento durou 50 minutos.
A cirurgia foi concluída com sucesso, sem complicações. Segundo a Santa Sé, o tumor foi completamente removido e, até o momento, não há indicação de quimioterapia. Novas análises ainda devem determinar se será necessário algum tratamento adicional.
O Vaticano não divulgou a agenda de Leão após esta quarta-feira.
O papa tem uma visita programada para o Uruguai, a Argentina e o Peru, de 6 a 17 de novembro, em uma das viagens mais intensas programadas para um líder católico em décadas. A agenda continua prevista, mas pode sofrer alterações.
O cirurgião-chefe disse que Leão 14 pode estar totalmente recuperado a tempo. Já o secretário de Estado do Vaticano indicou que ele talvez precise reduzir o ritmo das atividades para favorecer a recuperação.
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