Caneta de semaglutida nacional tem preço máximo definido pela Anvisa

Publicado em 30/05/2026, às 12h02
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Por g1

A Anvisa definiu o preço máximo de R$ 1.077,79 para a caneta de semaglutida Ozivy, da EMS, permitindo sua comercialização no Brasil, com a empresa planejando vender o produto a 30% menos que o teto estabelecido.

O Ozivy foi classificado na categoria 4 pela CMED, o que permite que seu preço máximo seja igual ao de medicamentos similares, como Ozempic e Wegovy, com variações de preço final dependendo do ICMS em cada estado.

A EMS anunciará na próxima semana o preço de mercado e a data de lançamento do Ozivy, enquanto a concorrente Novo Nordisk já ajusta sua política de preços em resposta à nova concorrência no setor.

Resumo gerado por IA

A primeira caneta de semaglutida brasileira, o Ozivy, da EMS, deu o passo decisivo para chegar às farmácias: a Anvisa definiu o preço máximo que pode ser cobrado pelo medicamento. O teto fixado é o mesmo do Ozempic — R$ 1.077,79, sem o imposto. O valor permite que a EMS pratique preços próximos aos da concorrente estrangeira, mas a empresa afirmou que pretende cobrar 30% a menos — o que colocaria o produto em torno de R$ 630 nas dosagens menores.

A caneta foi anunciada nesta semana, após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A definição do preço máximo é uma etapa obrigatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado no Brasil. É a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, quem estabelece esse teto e nenhuma farmácia pode cobrar acima dele.

Na decisão, a CMED enquadrou o Ozivy na chamada "categoria 4", destinada a novas apresentações de medicamentos que já existem no mercado. Ou seja, o produto foi comparado ao já existente, como o Ozempic e o Wegovy, e, por isso, pode praticar o mesmo preço máximo.

O preço máximo ao consumidor para as canetas de 1,5 ml — dosagem que a EMS também lançará — é de R$ 1.077,79 sem ICMS.

O imposto varia entre os estados, o valor final muda conforme a região: em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37; em Alagoas, onde a alíquota é de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Para as versões de 3 ml, que a EMS também vai trazer ao mercado, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72.

Mas o teto regulatório não determina quanto o medicamento vai custar nas farmácias — isso é uma decisão comercial da empresa.

No anúncio da aprovação do Ozivy, a EMS afirmou que praticará preços 30% menores do que os cobrados pela concorrência. Hoje, as canetas de menor dosagem do Ozempic são encontradas por cerca de R$ 900. Com isso, a expectativa é de uma caneta com preços próximos de R$ 630.

O g1 entrou em contato com a EMS que informou que na próxima semana vai apresentar o preço de mercado do medicamento e a data para a chegada às farmácias.

O que os especialistas explicam é que a queda da patente pode aquecer o mercado e tornar os preços menores e mais acessíveis. A Anvisa tinha até o início do ano 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida e essa foi a primeira aprovação.

A Novo Nordisk, que era a detentora da patente, já vem sinalizando mudanças na política de preços, oferecendo de entrada gratuitamente na compra de duas unidades, por exemplo.

Quais versões do Ozivy serão comercializadas?

A EMS está autorizada a produzir quatro apresentações do medicamento, todas com solução injetável de 1,34 mg/ml:

  • Cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora
  • Dois cartuchos de 1,5 ml
  • Cartucho de 3 ml
  • Dois cartuchos de 3 ml

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