Cantora gerada por IA abandona banda após anunciar estar 'grávida'

Publicado em 27/10/2026, às 21h47
Reprodução/X
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Por Extra

A saída da 'cantora' Mity do grupo pop chinês Babyqueen, alegando estar 'grávida', surpreendeu internautas que não sabiam que a banda era uma criação de inteligência artificial, gerando confusão entre os fãs.

O anúncio foi uma estratégia dos criadores do grupo, que enfrentavam dificuldades em gerenciar as personalidades virtuais das integrantes, levando à necessidade de uma reviravolta na narrativa.

Desenvolvido por estudantes na China, o projeto Babyqueen reflete uma tendência crescente na Ásia de utilizar tecnologia para entretenimento, com personagens de IA se tornando influentes em campanhas publicitárias.

Resumo gerado por IA

Internautas ficaram perplexos depois que a "cantora" de um grupo de pop chinês — criado por inteligência artificial (IA) — anunciou sua saída, alegando estar "grávida".

Fãs do Babyqueen ficaram confusos com o anúncio, já que muitos nem sabiam que a banda não era real, tratando-se, na verdade, de uma criação de IA.

Por isso, quando Mity revelou que iria se afastar do grupo, a notícia causou um choque absoluto.

Em uma publicação nas redes sociais, Mity declarou:

"Recentemente, descobri que estou grávida. Depois de refletir bastante e conversar com a empresa e com os outros integrantes, decidi fazer uma pausa no grupo por enquanto, para focar no meu descanso e cuidar de mim mesma. Não foi uma decisão nada fácil, especialmente para os meus colegas de grupo e para a equipe, que estavam se preparando para este retorno — sinto muito, de verdade. Todos se esforçaram muito, mas os planos precisaram mudar por minha causa. Não ignoro o esforço de ninguém e não vou fugir da minha responsabilidade".

Segundo relatos citados pelo "Daily Mail", os responsáveis ​​pela criação do Babyqueen inventaram essa reviravolta na narrativa porque gerenciar as personas online das quatro integrantes do grupo estava se tornando uma tarefa difícil demais.

O projeto da Babyqueen foi desenvolvido na China por um grupo de estudantes da província de Liaoning fãs de K-pop, que criaram perfis e personalidades individuais em redes sociais para cinco integrantes virtuais. Em poucas semanas, o grupo explodiu em engajamento na web.

A história inusitada acompanha uma tendência na China, no Japão e na Coreia do Sul, que continuam a adotar a tecnologia para fins de companhia e entretenimento. Personagens de séries de TV — muito populares e criados por inteligência artificial — chegaram até a aparecer em anúncios publicitários como embaixadores de produtos comerciais. Num desses casos, Fang Taizi, uma personagem de IA de 20 anos da popular websérie "Laid-Off Girl", estrelou propagandas de lentes de contato. Assim como uma celebridade da vida real, a personagem virtual cobrou o equivalente a R$ 180 mil por minuto de participação no anúncio.

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