Cara de micro-ondas? Conheça a história da primeira urna eletrônica usada em 1996

O modelo foi implementado em 57 municípios para combater fraudes no voto em papel

Publicado em 04/10/2026, às 10h20
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Por CNN Brasil

A primeira urna eletrônica do Brasil, modelo UE96, foi introduzida nas Eleições Municipais de 1996 para substituir cédulas de papel e modernizar o processo de votação, abrangendo 30% do eleitorado nacional e buscando eliminar fraudes na apuração manual.

Desenvolvida por uma equipe multidisciplinar, a UE96 utilizava tecnologia básica da época, como um processador Intel 386SX e disquetes, refletindo um avanço significativo em relação ao sistema anterior de votação.

Com a reformulação em 1998, as urnas passaram a utilizar mídias de estado sólido, permitindo uma expansão rápida da votação eletrônica, que alcançou 100% do eleitorado até o ano 2000.

Resumo gerado por IA

A primeira urna eletrônica do Brasil, o modelo UE96, estreou nas Eleições Municipais de 1996 com o objetivo de informatizar a votação e substituir as cédulas de papel.

Regulamentado pela Lei nº 9.100/1995, o equipamento foi utilizado em 57 municípios — incluindo capitais, cidades com mais de 200 mil eleitores e todo o estado do Rio de Janeiro —, atendendo cerca de 30% do eleitorado nacional.

A medida buscou eliminar fraudes históricas da apuração manual, como o preenchimento irregular em urnas de lona e a prática do "voto formiguinha".

Disquete, processador 386 e formato retangular

Desenvolvido por técnicos da Justiça Eleitoral, das Forças Armadas e de ministérios, o projeto original apresentava formato retangular com teclado numérico de borracha e aparência semelhante à de um eletrodoméstico de mesa.

Na parte interna, a tecnologia da UE96 contava com um processador Intel 386SX de 40 MHz, 2 MB de memória RAM e dois disquetes de 1,44 MB para a gravação e transferência dos dados criptografados do pleito.

Transição para memórias digitais e expansão

Na eleição seguinte, em 1998, o equipamento passou por uma reformulação visual que adotou o formato monobloco.

Os disquetes foram substituídos pelas primeiras mídias de estado sólido (tecnologia flash), permitindo que a votação eletrônica alcançasse 60% do eleitorado em 1998 até cobrir 100% dos votantes no ano 2000.

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