Alagoas

Casal que vive em frente a escola pública em Marechal cria "caixinha de leitura" para incentivar alunos

Objetivo é despertar estudantes para a importância da leitura; metade do acervo foi levado no primeiro dia

18/11/17 - 15h34 - Atualizado em 18/11/17 - 16h52
Reprodução / Real Deodorense

Pensando em incentivar a leitura dos pequenos que frequentam a escola de ensino articulado Sesi/Senai (Ebep), que fica no centro do município de Marechal Deodoro, no Litoral Sul de Alagoas, um dos moradores decidiu “plantar” uma caixinha de leitura na porta de casa, com o objetivo de incentivar a leitura dos alunos.

O sucesso da caixinha foi tamanho, que mais da metade do acervo – cerca de 40 exemplares – foi levado pelos estudantes no decorrer desta sexta-feira (17), primeiro dia em que a caixinha foi caprichosamente colocada na porta simples, mas muito bem cuidada, para realmente chamar a atenção dos curiosos.

A ideia foi do morador da casa, o oficial de justiça Ovídio José Souto Galvão, de 54 anos, e sua esposa. “Dinho”, como é conhecido, se inspirou em uma reportagem que contava uma ação parecida, a “Ninho de Livros”, em Fortaleza (CE). “Olhei para minha esposa e disse: podemos fazer isso aqui em casa, já que a escola fica bem aqui em frente”, contou durante entrevista ao TNH1.

Segundo Ovídio, ele quer despertar a curiosidade dos alunos para a leitura. “Antes eles ficavam aqui pela rua, esperando o horário da aula, ociosos”, conta o oficial. “Agora o tempo é preenchido por assuntos de vários temas, conforme cada gosto”, falou, com alegria.

Ainda de acordo com Dinho, não só estudantes mas moradores de todas as idades estão se interessando pelos temas dos exemplares e levando o seu.

Como funciona?

Os alunos podem ler enquanto estão ociosos e devolver à caixinha;

Quem passa pelo local, pode trazer um livro e levar outro;

É possível levar o livro e ler em casa, caso não goste está autorizado repassar;

Quem quiser pode fazer doações de livros colocando direto na caixinha.

“Doações são bem vindas pois restam pouco mais de 20 livros no momento”, concluiu Ovídio.