Polícia

Caso Danilo: Justiça nega, novamente, liberdade ao padrasto acusado de matar enteado

TNH1 | 15/07/20 - 19h33 - Atualizado em 16/07/20 - 10h54

José Roberto de Morais, acusado de assassinar o enteado de 7 anos de idade, Danilo Almeida, permanecerá preso. A juíza Marcella Waleska Costa Pontes reavaliou a prisão e negou liberdade ao réu. Na decisão, publicada nesta quarta-feira, 15, a magistrada afirma que "constata-se que não houve qualquer alteração fática ou jurídica apta a ensejar modificação do entendimento".

Ainda na decisão, a juíza ressalta que "permanecem válidos os argumentos externados quando da imposição da segregação preventiva e nas decisões de manutenção da prisão". José Roberto está preso desde novembro do ano passado. Ele é acusado de homicídio qualificado.

Há 90 dias, o réu teve a liberdade negada em decisão do juiz Filipe Ferreira Munguba que afirmou em entendeu que "nem mesmo a situação da epidemia causada pelo vírus do Covid-19 autoriza a colocação dele em liberdade, pois, certamente, a soltura do réu traz mais perigo à sociedade que a própria propagação da doença, cabendo ao Estado adotar as providências necessárias para resguardar a integridade da saúde do réu".

Danilo Almeida (foto abaixo), que era gêmeo, foi morto no dia das crianças, com golpes de faca. O garoto foi encontrada em um beco próximo à casa onde vivia com sua família, no bairro do Clima Bom, parte alta de Maceió, em outubro de 2019.

Até o fechamento desta edição, o TNH1 ainda não havia conseguido ouvir a defesa de José Roberto, ficando aberto o espaço. 


Crueldade e frieza: polícia detalha como agiu o padrasto 

A promotoria fala em “traços de psicopatia” e os detalhes revelados pela polícia em coletiva à imprensa em janeiro deste ano, podem reforçar esse perfil de José Roberto de Morais.

Segundo a polícia, após matar o garoto, em pleno Dia das Crianças, com facadas e possivelmente também com esganadura, José Roberto teria deixado o corpo em sua oficina, e se juntado ao grupo de buscas, que procurava o menino, até então dado como desaparecido. Em seguida, ele teria levado o grupo a desviar a rota de buscas, teria ido até a oficina buscar o corpo, e o colocado em um beco nas proximidades. A partir daí, José Roberto teria retornado ao grupo, levando os vizinhos para a região do bairro onde deixou o corpo do garoto.

José Roberto teria trocado a roupa do garoto, e limpado o corpo, porém a perícia detectou presença de sêmen no ânus de Danilo e marcas de unhas na região do pescoço. Não se sabe também se o garoto e o irmão gêmeo dele vinham sofrendo violência sexual.