Caso Flávia Barros: MP diz que policial penal não tentou tirar a própria vida após matar namorada

Publicado em 27/05/2026, às 11h41
Imagem Caso Flávia Barros: MP diz que policial penal não tentou tirar a própria vida após matar namorada

Por TNH1 com g1 SE

A investigação sobre a morte da empresária Flávia Barros avança com o Ministério Público de Sergipe contestando a versão do policial penal Tiago Sóstenes, que alegou tentativa de suicídio após o crime, afirmando que essa alegação não se sustenta com as provas coletadas.

Laudos técnicos revelaram que Tiago foi ferido de forma superficial e que Flávia estava em um relacionamento abusivo com ele, evidenciado por mensagens em seus celulares que indicam episódios anteriores de violência.

O MP-SE pede a condenação de Tiago pelo feminicídio, que pode resultar em até 40 anos de prisão, considerando as circunstâncias agravantes, como seu papel de agente de segurança pública e o uso de arma funcional durante o crime.

Resumo gerado por IA

A investigação da morte da empresária e estudante de direito Flávia Barros ganhou mais um capítulo nessa terça-feira (26), depois de o Ministério Público do Estado de Sergipe (MP-SE) contestar a versão de que o acusado pelo feminicídio, o policial penal e ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso (BA), Tiago Sóstenes Miranda de Matos, tentou tirar a própria vida após disparar contra a vítima. Segundo laudos técnicos, essa alegação não procede.

O MP-SE informou que as circunstâncias apuradas esclareceram a origem dos ferimentos apresentados pelo acusado no dia do crime. "Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte em entrevista coletiva.

O Ministério Público destacou também que Flávia Barros estava deitada na cama quando foi executada. Além disso, dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos comprovaram que a empresária vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que ela já havia sofrido episódios anteriores de violência.

O órgão estadual pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, que tem uma pena máxima de 40 anos e a incidência de duas causas de aumento de pena.

"A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero", completou Luciana Duarte.

Vídeo mostra ação de Tiago Sóstenes

Um vídeo de câmeras de segurança foi exibido durante o encontro com a imprensa sergipana e mostra o momento anterior à ação do policial penal. As imagens apresentam Tiago Sóstenes chega ao hotel depois da vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela.

Assista:

O crime ocorreu no dia 22 de março, quando Tiago Sóstenes matou Flávia a tiros em um hotel, localizado na zona sul de Aracaju. Na ocasião, ele foi hospitalizado, recebeu alta e depois foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil). Ele está preso preventivamente.

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