Caso Gleice: corpo encontrado em área de mata pode ser de mulher levada à força

Publicado em 07/10/2026, às 18h32
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Por TNH1

O corpo de uma mulher foi encontrado na tarde desta quarta-feira (7) em uma área de mata, no Benedito Bentes, em Maceió. De acordo com o delegado Igor Diego, o cadáver pode ser de Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, desaparecida desde o dia 30 de setembro.

O corpo estava em avançado estado de decomposição, mas a polícia conseguiu identificar uma tatuagem no braço, que Gleice possui. Além disso, as vestes encontradas seriam as mesmas que ela usava no dia em que foi levada à força por suspeitos encapuzados no Conjunto Caetés.

A Polícia Civil aguarda, agora, a confirmação oficial do Instituto de Criminalística.

“Temos a possibilidade enorme de ser o corpo da Gleice”, disse o delegado Igor Diego.

Gleice foi levada à força por suspeitos encapuzados no Conjunto Caetés, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, no dia 30 de setembro. O ex-companheiro dela foi preso na terça-feira (6).

Ex-companheiro teria envolvimento na morte do irmão de Gleice

O homem preso também teria participado da morte do irmão de Gleice, em junho do ano passado. A informação foi divulgada pelo delegado João Marcelo, em entrevista à TV Pajuçara.

De acordo com a Polícia Civil, Gleice chegou a ser expulsa da região onde morava após a morte do irmão. As investigações apontam que ele tinha inimizades com facções que atuam na localidade e era considerado “bastante odiado” pelo grupo criminoso.

Mesmo após a mudança para o Parque dos Caetés, a mulher teria continuado recebendo alertas sobre os riscos de permanecer na região.

A polícia também revelou que a atual companheira do suspeito tinha histórico de desavenças com Gleice.

Suspeito deixou a região após desaparecimento de Gleice

Ainda segundo o delegado, o homem morava na região do Planalto, no Benedito Bentes, e foi para a casa de um parente na Grota do Rafael, no Jacintinho, após o desaparecimento de Gleice.

A Polícia Civil investiga se ele teria atuado como executor ou mandante do crime.

Segundo João Marcelo, o homem nega envolvimento no desaparecimento, mas teria entrado em contradição durante os depoimentos.

“Ele entra em contradições quando fala que não tinha contato com a vítima ou pessoas ligadas a ela. Mês passado, em setembro, ele chegou a perseguir pessoas ligadas à vítima”, afirmou o delegado, em entrevista à TV Pajuçara.

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