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Caso Henry: veja diferentes versões dadas pela babá sobre agressões sofridas pelo menino

G1 | 07/10/21 - 15h07 - Atualizado em 07/10/21 - 15h16

A babá do menino Henry, Thayná Oliveira Ferreira, prestou depoimento na noite de quarta-feira (6), na primeira audiência sobre o assassinato do menino. Ela foi a última a ser ouvida e mudou outra vez sua versão sobre o que sabia, afirmando, agora, não ter consciência de que o menino era agredido pelo padrasto. Thayná, inclusive pediu para que a mãe de Henry saísse da sala durante o seu depoimento. Acompanhe as mudanças nas narrativas de Thayná desde o início da investigação. Por conta das mudanças de versões, Thayná Oliveira foi indiciada por falso testemunho desde o seu segundo depoimento.

Março: babá nega que houvesse maus-tratos - Na primeira vez que falou com a polícia, em março, Thayná disse que nunca tinha percebido nada de anormal na relação do casal com o menino.

Em abril, babá afirma que houve agressões - Em abril, a babá prestou depoimento na 16ªDP (Barra da Tijuca). Ao longo de sete horas, Thayná afirmou que Monique Medeiros, mãe da criança, sabia que o filho era agredido pelo padrasto, o vereador Dr. Jairinho (afastado do Solidariedade) e que a professora pediu que ela mentisse à polícia. Na época, a babá disse que soube de três momentos diferentes em que Henry foi agredido. A Polícia Civil descobriu uma troca de mensagens entre Monique e Thayná, que relevavam que o menino havia sofrido tortura.

Última versão - Durante a audiência do dia 6, Thayná disse que não sabia das agressões de Jairinho, afirmando que pode ter sido manipulada a acreditar nas histórias contadas por Monique. Segundo a babá, tudo pode ter sido imaginação da sua cabeça.

"No meu entendimento era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa e por isso a minha cabeça estava transtornada e eu começava a imaginar um monstro, mas ali no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de coisa".

Thayná ainda disse que se sentiu usada pela mãe da criança. "Me senti usada em que sentido? No sentido de que ela vinha, contava, tentava me mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato", disse a babá.