por Pedro Acioli*
Publicado em 25/05/2026, às 07h55
O desaparecimento de Maria Clara Gomes da Silva, que ocorreu em julho de 2021, continua sem respostas concretas, levando a polícia a intensificar as investigações e a buscar esclarecer o caso que intriga a sociedade e as autoridades.
Recentemente, a Polícia Civil de Alagoas, em parceria com o Núcleo de Identificação da Polícia Federal, divulgou uma simulação da aparência atual da criança, que agora teria 9 anos, e reforçou as ações investigativas com a criação da Coordenação de Desaparecimento de Pessoas.
Entre as medidas adotadas estão a inclusão do caso no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, a coleta de material genético dos pais e a solicitação para inclusão de Maria Clara no Aviso Amarelo da Interpol, visando ampliar as buscas por sua localização.
Quase cinco anos depois, o desaparecimento da pequena Maria Clara Gomes da Silva, que na época tinha apenas cinco anos de idade, continua a intrigar a polícia e medidas seguem sendo adotadas buscando esclarecer o caso. A criança sumiu após sair de casa para brincar na rua onde mora, no bairro Vergel do Lago, em Maceió. Desde então, não houve resposta concreta para o desaparecimento da menina.
LEIA TAMBÉM
Em parceria com o Núcleo de Identificação da Polícia Federal em Alagoas, a Polícia Civil de Alagoas divulgou, nesta segunda-feira (25), uma simulação de progressão de idade de Maria Clara, desaparecida desde os 5 anos. Atualmente, ela teria 9 anos. Confira como ela pode estar hoje:

Medidas para encontrar Maria Clara
Segundo a corporação, o caso voltou a ganhar reforço nas investigações há cerca de um ano, com a criação da Coordenação de Desaparecimento de Pessoas da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), que passou a intensificar as ações para localizar a criança.
Entre as medidas adotadas estão a inclusão do caso no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) e a coleta de material genético dos pais para inserção no Banco Nacional de Pessoas Desaparecidas.
Além disso, imagens da criança passaram a ser divulgadas pelas “Mães da Sé”, uma ONG de São Paulo que ajuda a encontrar crianças e jovens desparecidos, e que também articula a veiculação do caso em produtos de empresas parceiras, como caixas de leite.
Outra medida adotada foi a solicitação, com apoio do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal em Alagoas, para inclusão de Maria Clara no Aviso Amarelo da Interpol, ferramenta internacional utilizada para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, principalmente crianças e adolescentes.
O caso
Maria Clara desapareceu em 19 de julho de 2021 após deixar a casa onde morava, que fica em um beco, no Vergel. Ela disse que ia brincar com uma colega, uma outra criança, na rua da frente, no início da noite. Mas, depois disso, não retornou mais.
No início das investigações, a polícia ouviu familiares, testemunhas e fez várias buscas na região. Logo, havia a suspeita de a menina ter sido levada por alguém. À época, imagens de câmeras que mostram um homem com uma criança em uma bicicleta foram divulgadas, porém a investigação não avançou.
Irmão dela foi vítima de violência
Em novembro de 2024, a família de Maria Clara voltou a ser destaque nos noticiários, quando o irmão dela, uma criança, de 9 anos, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teve a boca queimada com um ovo quente pela avó e pelo avô.
De acordo com informações do Conselho Tutelar, populares denunciaram o caso e relataram que o menino teria presenciado uma cena de cunho sexual, e por esse motivo a avó teria aberto a boca dele para o companheiro colocar o alimento quente.
A vítima ficou com a boca machucada e não foi levada para o hospital. Os conselheiros tutelares o levaram para atendimento médico assim que souberam da situação e a criança foi medicada.
Antes de serem presos, a avó e o companheiro dela foram espancados por populares da região.
*Com Ascom Polícia Civil
LEIA MAIS
+Lidas