Caso Rhavy: em júri, MP defende condenação de mãe e padrasto por homicídio com 3 qualificadoras

Publicado em 19/10/2026, às 08h30
Imagem Caso Rhavy: em júri, MP defende condenação de mãe e padrasto por homicídio com 3 qualificadoras

Por TNH1 com TV Pajuçara

O júri popular de Nicole Maria de Lima Braga e Manoel Pedro Tavares de Souza, acusados pela morte violenta do filho Rhavy Abraão Alves de Lima, começa nesta segunda-feira em Maceió, após a criança ser encontrada morta com sinais de agressão em maio de 2025.

A promotoria argumenta que a criança, de apenas dois anos, sofreu violência contínua, incluindo hematomas e traumatismo hepático, e que a mãe tentou encobrir os abusos alegando uma causa médica para a morte.

O julgamento será conduzido pelo juiz Geraldo Amorim e o Ministério Público busca a condenação dos réus por homicídio qualificado, destacando a gravidade dos atos cometidos contra a criança.

Resumo gerado por IA

Começa na manhã desta segunda-feira (19), o júri popular de Nicole Maria de Lima Braga e Manoel Pedro Tavares de Souza, mãe e padrasto de Rhavy Abraão Alves de Lima, a criança de dois anos que foi encontrada morta com sinais de violência no Povoado Boca do Rio, na Garça Torta, em Maceió, em maio de 2025. 

No dia em que a morte do menino foi registrada, Nicole havia abordado uma viatura da Polícia Militar para dizer que o filho precisava de socorro. A PM foi até a casa, encontrou a criança sem sinais vitais e chamou o Samu, que confirmou o óbito e localizou múltiplos hematomas no corpo do menino. 

O Ministério Público do Estado de Alagoas vai defender a condenação de mãe e padrasto por homicídio com as três qualificadoras: a motivação do crime, o meio cruel praticado e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
"Era uma criança de dois anos de idade, e dois adultos praticando o golpe fatal: arremessando essa criança contra o chão. E ela ficou com vários hematomas e equimoses no cérebro. A causa da morte foi justamente traumatismo hepático, pois o fígado partido em pedaços. Muito grave", disse a promotora de Justiça Adilza de Freitas.

"Antes disso, já vinha um histórico de violência praticado contra essa criança. Foi colocada cola nos olhos dela. A criança vinha sofrendo pancadas na cabeça, chegando a ficar com inchaço. A mãe omitiu essas informações de violência e falou que a morte poderia ser por hidrocefalia. Mas o laudo cadavérico diz que não foi nada disso. Foram golpes praticados por esses dois adultos contra essa criança", reforçou a promotora.

O júri acontece no Fórum da Capital, e será conduzido pelo juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal de Maceió. 

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