Grupo de 75 alunos de Salvador percorreu o espaço em Maceió e aproximou conteúdos de Ciências da Natureza de experiências práticas de educação ambiental
Um grupo de 75 estudantes do Colégio Análise, de Salvador, participou de uma visita ao Cinturão Verde da Braskem em Maceió, onde aprenderam sobre conservação ambiental e a transformação da área ao longo de quase quatro décadas. A experiência prática visa enriquecer o aprendizado dos alunos e incentivá-los a se tornarem agentes de preservação.
Os alunos, com idades entre 11 e 17 anos, exploraram a vegetação local e discutiram temas como consumo consciente e a gestão do plástico, ampliando a compreensão sobre o impacto ambiental de suas ações. O Cinturão Verde, que ocupa 150 hectares, é um exemplo de recuperação ambiental e já recebeu mais de 6.500 visitantes em 2025.
A visita incluiu a apresentação de iniciativas socioambientais da Braskem e o projeto Pescadores de Mel, que ensina apicultura como alternativa de renda. O Colégio Análise planeja continuar utilizando as informações coletadas para projetos escolares, reforçando a importância da educação ambiental na formação dos jovens.
Conhecer para preservar. O nome escolhido para o projeto desenvolvido pelo Colégio Análise, de Salvador, ganhou uma dimensão prática em Maceió. Um grupo de 75 estudantes, acompanhado por professores, trocou a sala de aula pelo Cinturão Verde da Braskem para ver de perto parte dos conteúdos estudados ao longo do ano. Durante a visita, os alunos caminharam pela vegetação, observaram animais que vivem no espaço e conheceram como uma área originalmente marcada por solo arenoso e restinga se transformou, ao longo de quase quatro décadas, em um ambiente voltado à conservação e à educação ambiental.
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Os estudantes têm entre 11 e 17 anos e cursam do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. A visita integra a Expedição Vida – Conhecendo para Preservar e continuará rendendo aprendizado quando o grupo retornar à Bahia. Imagens e informações reunidas durante a viagem serão utilizadas na produção de documentários, catálogos de espécies e trabalhos desenvolvidos na escola. “A ideia é extrair o máximo possível de informações para que eles consigam produzir o trabalho com qualidade. Não só pegar essa informação, mas também vivenciar o ambiente de fato. Para que eles consigam preservar com qualidade, eles têm que saber do que estão falando”, explicou a professora de Ciências, Leonara Lopes.
A escolha também aproximou a viagem de conteúdos trabalhados em Química. Adriano Velame, professor de Química do 1º e do 2º ano do Ensino Médio, viu no Cinturão uma possibilidade de ampliar a discussão sobre o plástico e sua presença no cotidiano. “Foi uma ideia que casou direitinho, principalmente para eles conhecerem essa parte e entenderem um pouco também sobre como esse plástico é produzido e como ele pode ser descartado”, afirmou. Para o professor, a visita também ajuda os estudantes a compreender que o plástico não deve ser tratado simplesmente como vilão e que o uso, a reutilização e o descarte correto fazem parte dessa discussão. Durante a atividade, os alunos aprenderam de forma lúdica e prática sobre consumo consciente e descarte.
Foi uma das reflexões destacadas por Joshua Lopes, de 16 anos. “O plástico faz parte da nossa rotina. Uma garrafa não precisa ser jogada de vez. A gente pode reutilizar e reciclar”, contou. O contato com a natureza também chamou a atenção do estudante. Para Joshua, observar de perto a vegetação e os animais reforçou a percepção de que preservar esses ambientes é uma forma de evitar a perda da biodiversidade.
De solo arenoso a quase quatro décadas de transformação
A história que os estudantes conheceram começou em 1987. Localizado na restinga do Pontal da Barra, entre o Oceano Atlântico e a Lagoa Mundaú, o Cinturão Verde ocupa 150 hectares. Ao longo dos anos, ações de recuperação contribuíram para formar o ambiente que hoje reúne áreas de restinga e Mata Atlântica. O espaço é certificado como criadouro conservacionista e, em 2006, recebeu da Unesco a certificação de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica em Alagoas. Entre as espécies vegetais encontradas no percurso estão pau-brasil, ipê-roxo e craibeira. Só em 2025, mais de 6.500 pessoas visitaram o local, em 179 visitas, das quais 152 foram realizadas por escolas.
Temas como economia circular e consumo consciente foram abordados durante a visita. “O público teve a oportunidade de conhecer sobre as iniciativas socioambientais desenvolvidas pela Braskem em Alagoas e também vivenciar na prática a preservação ambiental no local, constatando ser possível desenvolver atividades industriais estando localizado em área urbana”, explicou Régia Melo, analista de Relações Institucionais da Braskem, que atua com desenvolvimento sustentável e relacionamento com comunidades.
Durante o percurso, o grupo também conheceu o Pescadores de Mel, projeto criado em 2006 e que capacita pescadores para a apicultura como alternativa de renda no período do defeso. Na Casa das Abelhas, os estudantes aprenderam sobre o funcionamento das colmeias e o papel das abelhas na polinização. Para Leonara, experiências assim ajudam os jovens a compreender, de forma lúdica e prática, que a preservação também passa por escolhas do dia a dia. “É sobre entender que você precisa também fazer a sua parte”, afirmou. É o segundo ano que a instituição visita a Braskem em Alagoas. Quatro anos depois da primeira visita da escola ao espaço, o retorno a Maceió mostra que o aprendizado iniciado no Cinturão segue viagem de volta para a Bahia.
Serviço
As visitas ao Cinturão Verde da Braskem são gratuitas e devem ser solicitadas pelo formulário de agendamento disponível no site da Braskem. Na página Agendamento de Visitas, basta selecionar Alagoas como localidade e Cinturão Verde como assunto e preencher os dados do grupo. O agendamento pode ser feito pelo endereço: https://www.braskem.com.br/agendar-visitacao-braskem.
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