“A gente estava sofrendo”: pai de Micael fala sobre notícia da morte de suspeitos

Publicado em 25/08/2026, às 13h41
Imagem “A gente estava sofrendo”: pai de Micael fala sobre notícia da morte de suspeitos

Por Yasmin Gregorio*

Seis suspeitos de envolvimento na morte do adolescente Micael Leandro da Silva, ocorrida em agosto, foram mortos em uma operação policial em Maceió, trazendo alívio à família da vítima após semanas de sofrimento.

Micael, que não tinha envolvimento com atividades criminosas, foi atingido por engano durante um ataque direcionado a outra pessoa após um torneio de futebol, e sua trajetória no esporte incluía passagens por clubes como CSA e São Paulo.

A operação policial resultou na apreensão de armas e drogas, e os suspeitos, ligados a uma facção criminosa, reagiram à abordagem, sendo socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.

Resumo gerado por IA

O pai de Micael Leandro da Silva, de 15 anos, relatou o sentimento da família após a operação policial que terminou com a morte de seis suspeitos apontados pelas forças de segurança como envolvidos na morte do adolescente. Em entrevista à TV local, Marcos Antônio disse ter recebido com alívio a notícia sobre os suspeitos.

Micael foi morto com um tiro na cabeça no dia 1º de agosto, após participar de um torneio de futebol no Pontal da Barra, em Maceió. A investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que o adolescente não era o alvo do atentado e acabou atingido por engano.

A operação aconteceu na noite de segunda-feira (24), em Maceió, Coqueiro Seco e Santa Luzia do Norte. Segundo a polícia, seis suspeitos morreram durante as ações, sendo quatro no Vergel do Lago e dois em Coqueiro Seco.

Família recebeu notícia durante a madrugada

Durante a entrevista, Marcos Antônio contou que começou a receber ligações por volta das 2h informando sobre a operação. Segundo ele, amigos telefonaram para dizer que os homens apontados como envolvidos na morte de Micael haviam sido mortos.

O pai afirmou que a notícia trouxe uma sensação de alívio depois das semanas de sofrimento provocadas pela perda do filho. Ele também agradeceu o trabalho da imprensa e das forças de segurança durante a investigação.

A irmã de Micael também falou sobre o momento e disse que se sentia aliviada com o desfecho da operação. Ela relatou que passou por dificuldades para dormir desde a morte do adolescente e afirmou que, apesar do sentimento de alívio, nada poderia trazer o irmão de volta. Segundo eles, a família buscava uma resposta desde a morte do adolescente. 

Micael tinha passagem pelo futebol

Antes de ser morto, Micael construía uma trajetória no futebol. O adolescente havia começado na base do CSA e também passou pelo São Paulo. Segundo o pai, após retornar a Maceió, ele treinava novamente no CSA e tinha expectativa de seguir para outro clube.

A investigação apontou que Micael não tinha envolvimento com atividades criminosas e que o ataque tinha como alvo outra pessoa, que não estava entre os jogadores que deixavam o torneio.

Entre os suspeitos apontados pela polícia como envolvidos diretamente na morte estavam um homem maior de idade, identificado como Cauan da Silva Santos, conhecido como “Bidu”, e um adolescente. Os dois estão entre os seis mortos durante as ações policiais.

Segundo as forças de segurança, os suspeitos estavam ligados a uma facção criminosa e foram localizados durante uma operação que também apreendeu armas, drogas, um drone e uma motocicleta com registro de roubo.

A polícia informou que os suspeitos reagiram à abordagem e foram atingidos durante o confronto. Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas morreram na unidade.

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