Futebol Nacional

Com empate com o Vila, Sport frustra festa da torcida na Ilha do Retiro

TNH1 com Diário de Pernambuco | 18/11/19 - 14h10 - Atualizado em 18/11/19 - 14h15
Paulo Paiva/Diário de Pernambuco

Uma frustração do tamanho do maior público do Sport nesta Série B. Em uma Ilha do Retiro lotada por 24.420 torcedores, faltou competência para o rubro-negro vencer o Vila Nova. O empate em 0 a 0 ainda deixa o Leão muito próximo do retorno à Série A. Para não depender de nenhum outro resultado, basta somar apenas mais um ponto. Mas neste domingo, foi inegável o sentimento de tristeza em um palco montado para uma festa.

Dessa forma, a equipe pernambucana também perdeu, pela oitava vez, a chance de emendar uma sequência de três vitórias seguidas na competição.

A nova chance do Sport voltar para a elite do futebol nacional junto com a sua torcida será na próxima quarta-feira diante da Ponte Preta, novamente na Ilha do Retiro. Para essa partida, o técnico Guto Ferreira não terá o lateral esquerdo Sander e o volante Willian Farias, que receberam o terceiro cartão amarelo. 

O jogo

Para a partida, o técnico Guto Ferreira ganhou um desfalque de última hora. Com dores no tendão, o zagueiro Rafael Thyere foi vetado. Com isso, Cleberson foi acionado. No meio de campo, ainda com dores musculares, Leandrinho seguiu de fora. Desta forma, assim como na vitória sobre o Botafogo-SP, na última quarta-feira, Guilherme foi recuado, com Marquinho sendo acionado no ataque.

No entanto, nos primeiros minutos, as ausências não foram sentidas pelo Sport, que procurou se impor logo de imediato. Sendo assim, logo nos 15 minutos iniciais, os rubro-negros construíram três boas chances de abrir o placar, com Guilherme e Elton, duas vezes. Uma delas, em um lance plástico, de bicicleta.

No entanto, aos poucos, a partida foi se tornando mais difícil que o imaginado. Isso porque, com a corda do rebaixamento no pescoço, o Vila Nova não ficou limitado a apenas se defender e também criou suas chances. Obrigando, inclusive, o goleiro Luan Polli a fazer uma excelente defesa, em finalização de Robinho.

Porém, apesar da boa marcação da equipe goiana, escalada com três volantes, a diferença técnica entre as duas equipes era nítida. Bastava ao Sport fazer valer isso em campo. O que passava principalmente pela melhora dos atacantes de lado, com Hyuri e principalmente Marquinho, novamente em má jornada. Ainda assim, antes de descer para o vestiário, os leoninos poderiam ter aberto o placar com Elton (de cabeça) e o próprio Marquinho (em chute rasteiro, cruzado).

Segundo tempo

No retorno para a etapa final, Guto Ferreira sacou Marquinho para a entrada de Yan, na intenção justamente de dar maior volume ofensivo pelos lados, com qualidade e velocidade. Porém, o primeiro lance de perigo foi para o Vila Nova, com um chute perigoso de Capixaba, que desviou em Cleberson, e assustou Luan Polli, aos cinco minutos. Na sequência, Gustavo Henrique cabeceou para fora. A tensão só crescia na Ilha.

E com Guilherme atuando cada vez mais longe da área, o Sport tinha dificuldade para passar da linha de marcação do Vila no meio de campo. Tanto que a primeira boa chance rubro-negra no segundo tempo foi quando o camisa 11 voltou recebeu na ponta esquerda, cruzou voltando na área, mas ninguém chegou para completar. Enquanto isso, o Vila seguia assustando, tendo até os 21 minutos o dobro de chutes a gol (8 a 4).

Aos 22, Guto foi obrigado a fazer sua segunda mudança, com Adryelson saindo machucado para a entrada de Eder. Desta forma, o Sport passava a atuar com a sua dupla de zaga reserva. Na frente, o Leão voltou a aparecer com perigo após boa arrancada de Sander e cruzamento para Guilherme que, na área, chutou em cima do goleiro Rafael Santos.

Aos 30 minutos veio a última cartada do técnico rubro-negro, com a saída de Hyuri e a entrada de Marcinho. Deslocando novamente Guilherme para a frente. No entanto, a última chance de fazer a Ilha explodir veio aos 45 minutos, em chute rasteiro e Willian Farias, de fora da área, com Rafael Santos fazendo excelente e dificílima defesa. No final, ao invés dos esperados aplausos, o time saiu de campo sob vaias.

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