Política

Comissão da Verdade de Alagoas repudia homenagem de Bolsonaro a torturador

20/04/16 - 15h30 - Atualizado em 20/04/16 - 15h32
Editora Abril

A ComissãonEstadual da Memória e Verdade Jayme Miranda, durante sessão na manhã desta quarta-feira (20), redigiu uma nota de repúdio à fala do deputado federal Jair Messias Bolsonaro, que homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de ser um dos maiores torturadores na época do regime militar, e lembrado pelo deputado no momento da votação pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, no último domingo (17).  “Foi uma declaração estúpida, irresponsável e criminosa, homenageando um emérito torturador e assassino”, ressaltou Delson Lyra. A nota será divulgada em breve.

A Comissão voltou a ouvir testemunhas sobre episódios vividos por elas e por seus entes queridos na época da ditadura militar no Brasil, principalmente em episódios ocorridos  em Alagoas. Os membros se reuniram no Palácio República dos Palmares para ouvir o depoente Mário Agra.

O conhecido político alagoano relatou o sofrimento dos irmãos Breno e Denis Agra, presos e torturados pelo regime. Ambos passaram nove meses encarcerados. “O Breno foi torturado por cerca de dez dias, e o Denis por dois meses”, afirmou Agra. Em detalhes, explicou que estava presente no momento da prisão de Breno, foi levado junto ao irmão e solto no meio do percurso.

O presidente da Comissão, Delson Lyra, afirmou que os depoimentos estiveram suspensos por questões de organização, mas que agora estão sendo retomados, reiniciado com Agra nesta quarta. A próxima reunião será no dia 27 deste mês e ouvirá mais depoentes, entre eles a família de Denisson Menezes.

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