Saúde

Congelamento de óvulos aumenta 30% com surto de microcefalia

A procura pelo procedimento aumentou 30% no período de dezembro de 2015 a março deste ano

27/04/16 - 17h02 - Atualizado em 27/04/16 - 17h04
EBC

O atual surto de casos de microcefalia em bebês nascidos no Brasil tem assustado as mulheres que estão planejando a gravidez. Muitas delas encontraram no congelamento de óvulos a opção para não perderem a oportunidade de ter um filho. 

"A procura pelo procedimento aumentou 30% no período de dezembro de 2015 a março deste ano", afirma o ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Mãe, Alfonso Massaguer. 

A técnica é utilizada para ajudar a mulher a ter filhos com mais idade, e tem sido uma saída para aquelas mulheres que adiam a maternidade até garantir a estabilidade no mercado de trabalho. Porém, os recentes casos de microcefalia relacionados à transmissão do zika vírus pelo aedes aegypt, fizeram do congelamento de óvulos uma opção para quem prefere adiar a gravidez neste momento. 

O congelamento pode ser realizado em qualquer mulher que tenha a qualidade de seus óvulos em risco, seja por cirurgia nos ovários ou quimioterapia, mas a principal indicação é para as mulheres com mais de 35 anos que adiaram sua maternidade. Após esta idade, há uma queda na quantidade e na qualidade dos óvulos. 

"As mulheres jovens subestimam a dor da infertilidade. Se elas sonham com a maternidade mas querem antes a estabilidade profissional devem optar logo pelo congelamento dos óvulos, para não terem a frustração de se deparar com óvulos de má qualidade" destaca o Dr. Alfonso antes de acrescentar que é dever do médico fazer essa alerta as suas pacientes. .

"É responsabilidade dos médicos ginecologistas gerais e da sociedade como um todo que as mulheres recebam informações fidedignas e coerentes sobre seu futuro reprodutivo, e que possam decidir e ter o direito do congelamento de óvulo", completa o especialista.