Conheça as plantas consideradas tóxicas para cães e gatos

É importante saber identificar os sinais da intoxicação e quando procurar atendimento veterinário

Publicado em 17/04/2026, às 14h00
Atenção redobrada na escolha das plantas pode proteger a saúde dos pets em casa (Imagem: alina_stor | Shutterstock)
Atenção redobrada na escolha das plantas pode proteger a saúde dos pets em casa (Imagem: alina_stor | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Quem tem plantas em casa nem sempre sabe, mas algumas espécies comuns na decoração podem representar riscos à saúde de cães e gatos. Por isso, a escolha e o cuidado exigem atenção redobrada dos tutores, já que muitas passam despercebidas no dia a dia e podem causar intoxicações e outros problemas de saúde aos pets.

A ingestão de uma planta tóxica pode causar náuseas, vômito, diarreia e salivação excessiva. A professora Mariana Teixeira, do curso de Medicina Veterinária na UniRitter, explica que esses são sintomas gastrointestinais comuns em quadros de intoxicação e que a salivação é resultado de feridas que podem ocorrer na boca. Além desses, em alguns casos, as plantas podem causar lesões em órgãos internos após algum tempo de exposição. Irritações na pele e desânimo súbito também são sinais de alerta para os tutores.

Espécies que exigem mais atenção

O lírio é uma dessas plantas perigosas para a saúde animal. Para os gatos, a flor é extremamente tóxica e pode causar lesões renais. Até mesmo o contato não intencional com o pólen pode ser prejudicial aos felinos, pois, após caminhar em um local contaminado ou brincar com a planta, o animal pode lamber a região com pólen para se higienizar, ingerindo resíduos.

Para os cães, a palmeira cica, também conhecida como palmeira-sagu e comumente utilizada no Domingo de Ramos, apresenta riscos ao ter qualquer parte ingerida pelo pet, com casos ainda mais graves envolvendo as sementes (ou “nozes”) da planta.

As ornamentais comuns, como samambaias, espada-de-são-jorge, copo-de-leite, comigo-ninguém-pode, jiboia, bico-de-papagaio, azaleia e costela-de-adão, também estão na lista de espécies que fazem mal para a saúde de cães e gatos. Para os felinos, em especial, antúrio, dracena, tulipa, hortênsia, dama-da-noite, violeta, amarílis e mamona oferecem risco. Para os cachorros, filodendro, folha-da-fortuna, cheflera e prímula são tóxicas.

“Às vezes, o tutor nem sabe que a planta é tóxica; por isso, nas primeiras consultas de rotina, alertamos sobre esse tema e os riscos que os pets correm com algumas espécies”, aponta Mariana Teixeira. Além do tipo da flora, outro cuidado importante é com adubos e fertilizantes utilizados em casa que, por se tratar de produtos químicos, podem fazer mal aos animais.

Gato com a pelagem cinza, sendo examinado por veterinária em consultório
Após a ingestão da planta, o animal deve ser levado com urgência ao veterinário (Imagem: Standret | Shutterstock)

O que fazer em caso de intoxicação?

A especialista alerta para que, em caso de suspeita de que o pet tenha ingerido algo indevido, não se deve tentar induzir o vômito, nem esperar que ele melhore sozinho. “Intervenções não profissionais e negligência podem ter repercussões muito graves, chegando a relatos de falências hepáticas e problemas renais gravíssimos, então quanto antes o veterinário conseguir investigar e intervir, melhor é a chance de recuperação do animal”, explica Mariana Teixeira.

Quando não houver a identificação da espécie, é recomendado que o tutor leve a planta ou uma foto dela para a consulta para auxiliar no diagnóstico.

Como manter plantas e pets no mesmo ambiente

Pode parecer que a solução é escolher entre manter os pets seguros ou ter plantas em casa, mas esta não é a realidade. “A pessoa não tem que doar todas as suas plantas, mas se há a identificação de uma espécie potencialmente tóxica, o ideal é que ela seja tirada do alcance do animal”, orienta a docente.

Outra alternativa é ter ou oferecer aos animais espécies que não fazem mal como forma de enriquecimento do ambiente. A grama para gatos, por exemplo, é uma planta que não representa riscos à saúde dos pets. Também há opções mais seguras, como ervas de temperos e chás, assim como plantas do tipo clorofito, orquídea, maranta e a palmeira areca, uma espécie de bambu.

Mariana Teixeira alerta que, mesmo sem toxicidade, as espécies mais seguras não devem ser consumidas livremente pelos animais. “Ser pet friendly não significa que a planta pode ser ingerida sempre e à vontade. Mesmo quando são oferecidas opções que animais podem comer, como a grama para gato ou chás, é preciso ter cuidado para o cão ou gato não exagerar no consumo ou desenvolver alguma sensibilidade”, ressalta.

Por Carol Passos

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