Alagoas

Defensoria e MPE pedem destinação de R$ 15 mi da Braskem para aluguel social

Assessoria | 04/07/19 - 08h35 - Atualizado em 04/07/19 - 08h44
Arquivo TNH1

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas e o Ministério Público do Estado de Alagoas solicitaram, na tarde dessa quarta (03), ao juiz de direito da 2ª Vara Cível da Capital, o cumprimento de uma decisão de abril deste ano, que determinou a indisponibilidade de ativos financeiros da Braskem, no valor de R$ 100 milhões, para o custeio da remoção e pagamento de aluguel social aos moradores da área de maior risco. 2.500 famílias residem na localidade mais perigosa da região.

A medida foi resultado de uma reunião de urgência realizada no último dia 05, quando a Defesa Civil Municipal teria informado não ter condições de retirar os moradores da área de alto risco durante a quadra chuvosa. A Defesa Civil foi procurada pelo TNH1, mas ainda não se manifestou.

A petição solicita, especificamente, a destinação de R$ 15 milhões do valor bloqueado para o pagamento dos aluguéis sociais aos moradores da encosta do Mutange, Jardim Alagoas, no bairro do Pinheiro e de parte do bairro do Bebedouro, representados pelas áreas rosa claro e escuro, azul claro e escuro do mapa de risco, apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

De acordo com os defensores e promotores públicos, o objetivo da medida é salvaguardar os moradores por um período de 180 dias, tempo suficiente para serem incluídos em habitações que estão sendo construídas pelo Município de Maceió, dentro do programa Minha Casa Minha Vida.

“Estamos tratando das áreas mais críticas de todas que envolvem esta tragédia humanitária, que ainda não foram evacuadas, e requer evacuação imediata e urgente, diante da atual quadra chuvosa que atinge a capital alagoana”, explicam defensores e promotores públicos.

A Braskem também foi procurada pela reportagem, mas ainda não emitiu um posicionamento sobre o assunto.