Polícia

Defensoria pede soltura de padrasto de Danilo suspeito de crimes em Arapiraca

João Victor Souza | 11/11/19 - 15h02 - Atualizado em 11/11/19 - 15h38
Reprodução

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas protocolou, nesta segunda-feira, 11, o pedido de soltura de José Roberto Morais, preso na última quinta-feira, 07, suspeito de ter praticado estupro e cárcere privado contra a ex-companheira e a enteada no município de Arapiraca. Ele é padrasto do menino Danilo Almeida Campos, de 7 anos, morto a facadas no mês passado.

Segundo o defensor público Marcos Antônio da Silva Freire, o órgão aguarda análise do magistrado e, caso não seja deferido o pedido de revogação da prisão, uma solicitação de habeas corpus será ingressada no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ).

“Sobre os fatos não há o que falar, é um caso grave. Mas há uma declaração de uma pessoa e muita coisa estranha em um procedimento que segue em sigilo. Primeiro que houve uma denúncia anônima recebida por uma delegacia em Maceió, já que o José Roberto está sendo investigado pelo ‘Caso Danilo’. São os mesmos policiais que a Defensoria já tinha pedido o afastamento do caso", relatou em referência à denúncia de tortura feita pela mãe de Danilo, Darcinéia Almeida.

Para o defensor, como os crimes teriam acontecido em Arapiraca, os policiais deveriam ter remetido as investigações para a delegacia do município. “Os policiais de Maceió foram em buscas dessas pessoas e averigaram toda a situação, mas é um fato que não tem relação com a morte do Danilo. De maneira curiosa, depois de pegar as informações, eles encaminharam o caso para a polícia de Arapiraca", destacou, ao se referir, mesmo sem citar os nomes, aos delegados Fábio Costa, Thiago Prado e Bruno Emílio.

Ainda de acordo com a Defensoria, José Roberto não foi ouvido antes de ser preso e acabou detido aproximadamente 30 minutos depois de o mandado judicial ter sido apresentado na delegacia. “O mandado foi expedido às 14h do dia 7 de novembro, foi enviado para delegacia às 15h26 e, às 16h05, o José Roberto foi preso no endereço da mãe. Foi tudo muito rápido”, disse com estranheza.

Prisão em Maceió

Uma comissão de delegados, formada pela Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic), participou da investigação que culminou na detenção, em Maceió, de José Roberto. A polícia efetuou a prisão depois de ouvir a ex-mulher e a enteada do suspeito, que o reconheceu após a divulgação do "Caso Danilo" pela imprensa. 

Segundo a denúncia, José Roberto espancava a ex-companheira e estuprou a enteada durante oito anos, tempo que foram casados. A denúncia foi feita em 2010. Na época, a menina tinha 11 anos. 

Se condenado, José Roberto vai responder pelos crimes de tentativa de homicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal e cárcere privado. Ele segue preso em Maceió.

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