Polícia

Delegada investiga desaparecimento de jovem após suposta abordagem policial

19/10/17 - 11h13 - Atualizado em 19/10/17 - 11h13
Reprodução Facebook

A Polícia Civil investiga o desaparecimento de um jovem que teria sido retirado de casa em uma suposta abordagem policial, na quadra 5-B do Conjunto João Sampaio, no Benedito Bentes, próximo à sede do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Kelven da Silva Nascimento, 21 anos, foi sequestrado, segundo a família, na madrugada de terça-feira (17), por homens encapuzados que se identificaram como policias. De acordo com uma prima de Kelven, Daniella Christnia Silva de Oliveira, um dos homens segurava um papel que dizia ser um mandado de prisão.

“Ele dizia que era um mandado, mas o tempo todo olhava o papel e o meu primo, o que faz com que a gente pense que era uma fotografia. Ele não mostrou esse papel a ninguém que estava na casa e quando saíram, não deixaram meus tios saírem de casa, então ninguém chegou a ver o carro usado por eles”, afirma.

Daniella disse ainda que no momento da abordagem, Kelven e os pais dormiam. “Eles estavam usando roupas pretas e todos de balaclava [máscara de tecido]. Eles pularam o muro e bateram na porta. Quando o meu tio abriu, botaram a arma na cara dele e perguntaram quem estava na casa, que foi revistada a procura de armas e drogas. Após pegarem meu primo, eles disseram que iriam levar ele "lá para baixo", mas não disseram para onde levariam”, narrou.

Polícia desconhece mandado de prisão

Os familiares foram até o 8º Distrito Policial, onde foram informados que não havia mandados de prisão expedidos contra Kelven. Eles registraram um Boletim de Ocorrência. A produção da TV Pajuçara entrou em contato com a delegada que investiga o caso, Maria Tereza Ramos, e ela informou que as primeiras diligências já foram realizadas.

“Nós fomos ao local e tentamos identificar câmeras de segurança que possam ter gravado a suposta ação policial, mas acabamos descobrindo que nenhuma delas grava, apenas filmam. Hoje tenho uma reunião na Secretaria [de Segurança Pública] e, por conta disso, só devo convocar e ouvir os familiares na segunda-feira [30]”, informou a delegada.

Ainda segundo a prima, Kelven trabalha como segurança na empresa de um oficial da PM. O TNH1 não conseguiu contato com o militar.