Maceió

Dentista que teria provocado morte de cadela diz que queria apenas afastar animal

Redação TNH1 | 21/07/19 - 16h26 - Atualizado em 21/07/19 - 16h32

O dentista Mário Thelmo da Rocha Ramos Cruz, que teria provocado a morte de uma cadela da raça Shar-Pei, após chutá-la, disse que agiu por instinto e apenas quis afastar a cadela, que, segundo ele, atavaca sua cachorra de estimação, Mel, da raça Buldogue francês. Segundo seu relato, nem ele nem a pessoa que estava com a cadela da raça Shar-Pei conseguiam desvencilhar os animais apenas puxando as coleiras.

De acordo com Thelmo, o fato aconteceu quando ele passeava com sua cadela.

“No retorno ao meu apartamento, a Mel de raça Buldogue francês (que está no cio), muito sociável e brincalhona foi ao encontro da outra cadela da raça Sharpei (de porte maior que o dela) e esta a mordeu fortemente, levantando-a com movimentos ostensivos, virando a cabeça de um lado para o outro, deixando a Mel apenas com as patas traseiras no chão

Em relato enviado à imprensa, ele se diz uma “pessoa pacata, tranquila, respeitadora e ciente de tudo”. Leia o relato na íntegra.

“Sobre o acontecido na data de ontem, dia 19/07/2019, que vem sendo veiculado por alguns meios de comunicação, segue minha versão sobre os fatos: Tenho o hábito de passear com minha cadela Mel todos os dias de manhã, sempre com o uso de coleira, para comprar pão, levá-la fazer suas necessidades e eu regar a árvore que plantei na pracinha.

Pois bem.... No retorno ao meu apartamento, a Mel de raça Buldogue francês )que está no cio), muito sociável e brincalhona foi ao encontro da outra cadela da raça Sharpei (de porte maior que o dela) e esta a mordeu fortemente, levantando-a com movimentos ostensivos, virando a cabeça de um lado para o outro, deixando a Mel apenas com as patas traseiras no chão.

Vendo minha cadela naquela aflição e gritando de dor, tive por instinto afastar o agressor do ato praticado. Nem eu, nem a pessoa que estava com a outra cadela, uma moça, conseguirmos desvencilhar a cadela apenas puxando as coleiras, quando, por impulso, chutei uma vez, mas o outro cachorro não soltou. Chutei outra vez e, então, ele soltou a Mel. Após esse ato, minha cadela ficou cabisbaixa, chorando e me puxou para o caminho de casa.

Chegando em casa, lavei os ferimentos, verifiquei o corte em sua mandíbula (profundo e aparecendo o osso). Levei ao veterinário onde fora feito todo o procedimento clínico, dando analgésico, anti inflamatório e aplicando pomada cicatrizante no local, conforme fotos e relatório de atendimento do veterinário, que segue junto à este comunicado. Vinte minutos após o ocorrido, o dono do cachorro esteve em minha residência.

Tentei argumentar e relatar os fatos, porém, não obtive sucesso em razão da emoção e da revolta por parte dele. Infelizmente estou sendo acusado de um ato triste, lamentável, onde nós fomos as vítimas também. De qualquer forma, me solidarizo com a família do cachorro neste momento de tristeza, lamentando profundamente o ocorrido! Sou uma pessoa pacata, tranquila, respeitadora e ciente de tudo.

Em nenhum momento fui consultado ou perguntado do sobre esse fato do qual participei e tenho minha versão. Estão me acusando e ouvindo apenas uma das partes. Estou sendo execrado nas redes sociais por pessoas que, infelizmente, não sabem a verdade dos fatos. Por outro lado, tenho apoio da minha família e amigos mais próximos aos quais contei o acontecido. Que sirva de lição para todos nós, que não podemos julgar uma pessoa apenas escutando um dos lados. Criam-se juízes de Facebook, Instagram, advogados criminalistas na tentativa de julgamentos com parcialidade. De todas as formas, tenho fé em Deus. Ele está no comando!"

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