Deolane fica em silêncio em depoimento após prisão por suspeita de ligação com o PCC

Publicado em 29/05/2026, às 13h53
Folhapress
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Por CNN Brasil

Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, permaneceu em silêncio durante seu depoimento à Polícia Civil de São Paulo, onde está sob custódia desde o dia 22, acusada de envolvimento com o PCC em esquemas financeiros.

A Operação Vérnix, iniciada em 2019, revelou a participação de Deolane em atividades de lavagem de dinheiro, com vínculos diretos a membros da facção criminosa, conforme evidências coletadas na Penitenciária II de Presidente Venceslau.

A defesa de Deolane, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., alegou falta de aviso prévio sobre o depoimento e anunciou que ela só irá depor em juízo na presença do advogado, enquanto a investigação continua em andamento.

Resumo gerado por IA

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra se manteve em silêncio durante depoimento à Polícia Civil de São Paulo ocorrido nesta quarta-feira (27). A investigada está sob custódia na Penitenciária Feminina Tupi Paulista, no interior de São Paulo, desde o dia 22.

Segundo o advogado criminalista Aury Lopes Jr., que representa a defesa da influenciadora, a decisão foi tomada após não haver aviso prévio sobre a oitiva e que, portanto, ele não estaria presente durante a fase da investigação.

"Esteve 4 anos à disposição da polícia para prestar todos os esclarecimentos que quisessem, mas nunca foi chamada. Agora só irá depor em juízo comigo", afirmou o advogado.

A influenciadora é acusada de participar de esquemas financeiros ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

ENTENDA A INVESTIGAÇÃO

A Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), prendeu Deolane no dia 21, após a identificação de sua participação nas ações criminosas.

A investigação começou em 2019 dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, que identificou atuações de lavagem de dinheiro coordenadas pelo PCC.

Agentes da Polícia Penal apreenderam bilhetes e manuscritos no interior da penitenciária, que estavam com dois presos. Os conteúdos dos materiais revelaram algumas dinâmicas internas da facção, como atuação de lideranças encarceradas e possíveis ataques contra agentes públicos.

Segundo o inquérito instaurado pela Polícia Civil à pedido do Gaeco do MPSP, Deolane é investigada pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de capitais.

Deolane mantinha vínculos pessoais e negociais com membros do PCC e um dos gestores fantasmas da transportadora Lopes Lemos Transportadora Ltda, de nome fantasma "Lado a lado", também investigada.

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