Embora a alimentação não seja a única responsável pelas dificuldades para dormir, escolhas feitas perto da hora de deitar podem influenciar o bem-estar e o descanso
Ter uma boa noite de sono envolve mais do que uma cama confortável. Ao longo do dia, diferentes fatores podem influenciar a forma como o corpo se prepara para o descanso, e a alimentação é um deles. Embora não existam alimentos que necessariamente causem insônia, alguns hábitos alimentares, principalmente no período que antecede o horário de dormir, podem dificultar o relaxamento e prejudicar a qualidade do sono.
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“A resposta [ao alimento] varia de pessoa para pessoa, mas alguns hábitos podem favorecer desconfortos ou interferir na rotina de sono. Uma rotina alimentar equilibrada pode contribuir para o bem-estar geral, mas dificuldades frequentes para dormir não devem ser atribuídas somente à alimentação. Estresse, ansiedade, alterações na rotina, medicamentos e condições de saúde também podem interferir no sono”, explica a nutricionista Mônica Magalhães, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Unime Anhanguera.
A seguir, a especialista destaca 7 hábitos alimentares que podem atrapalhar o descanso. Confira!
Café, energéticos, alguns tipos de chá, refrigerantes à base de cola e outros produtos com cafeína podem aumentar o estado de alerta. Quando consumidos próximo ao horário de dormir, podem dificultar o início do sono em pessoas mais sensíveis. Por isso, quem percebe dificuldade para dormir pode avaliar a redução do consumo de bebidas com cafeína no período da tarde e da noite.
Comer grandes quantidades de alimentos próximo ao horário de dormir pode causar sensação de estômago cheio e desconforto, dificultando o momento de relaxamento. Sempre que possível, refeições noturnas devem ser adequadas à rotina e às necessidades individuais, evitando exageros especialmente pouco antes de deitar.
Preparações muito gordurosas podem permanecer por mais tempo no processo digestivo e provocar desconforto em algumas pessoas. Quando isso acontece próximo ao horário de dormir, o descanso pode ser prejudicado. Observar como o organismo reage a determinados alimentos é uma estratégia útil para identificar o que pode estar interferindo no sono.
Alimentos muito condimentados ou picantes podem provocar azia, refluxo ou desconforto gastrointestinal em algumas pessoas. Esses sintomas podem se tornar mais incômodos quando a pessoa se deita logo após comer. Quem apresenta sensibilidade pode evitar esse tipo de preparação nas horas que antecedem o sono.

Doces, sobremesas e bebidas açucaradas podem fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas o consumo excessivo, especialmente à noite, não é recomendado. Além disso, produtos ricos em açúcar não devem substituir alimentos mais nutritivos na rotina. O ideal é manter uma alimentação variada ao longo do dia e evitar exageros antes de dormir.
Manter-se hidratado é importante, mas ingerir grandes volumes de líquidos pouco antes de dormir pode aumentar a necessidade de levantar durante a noite para urinar. Distribuir a ingestão de água ao longo do dia pode ajudar a evitar esse excesso próximo ao horário de descanso.
Embora o álcool possa provocar sonolência inicialmente, seu consumo pode prejudicar a qualidade do sono e favorecer despertares durante a noite. Por isso, não é recomendado utilizá-lo como estratégia para conseguir dormir.
De acordo com a nutricionista Mônica Magalhães, quando a dificuldade para dormir é frequente ou persistente, é importante buscar avaliação de um profissional de saúde para identificar as possíveis causas e receber orientação adequada.
Por Deiwerson Damasceno
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