por Deisy Nascimento
A doença do carrapato é uma preocupação para tutores, principalmente em regiões de clima quente. Nos cães, infecções como a erliquiose e a babesiose podem ser transmitidas por carrapatos e provocar problemas de saúde que exigem atenção veterinária.
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Mas como identificar se o pet está doente? E o que fazer para evitar que esses parasitas se aproximem do seu melhor amigo?
Os sintomas podem variar de acordo com a infecção e o estágio da doença. Entre os sinais de alerta estão:
Nem todo animal apresenta todos esses sintomas. Por isso, ao perceber mudanças no comportamento ou na saúde do pet, procure um médico-veterinário. O diagnóstico pode exigir exames de sangue e outros testes específicos.
A prevenção é a melhor forma de proteger os animais. O tutor deve utilizar produtos carrapaticidas adequados à espécie, à idade e ao peso do pet, sempre com orientação veterinária.
Também é importante examinar a pele e a pelagem do animal após passeios, manter o ambiente limpo e controlar os carrapatos nos locais onde ele costuma ficar. Quintais, caminhas, frestas e outros esconderijos podem abrigar esses parasitas.
Atenção: nunca utilize produtos destinados a cães em gatos sem confirmação de segurança veterinária. Algumas substâncias, como a permetrina em determinadas formulações, podem ser tóxicas para os felinos.
As temperaturas elevadas e a umidade podem favorecer a atividade e a reprodução de algumas espécies de carrapatos. Por isso, em períodos mais quentes, o risco de infestação pode aumentar, dependendo das condições ambientais.
No entanto, os carrapatos não aparecem apenas no verão. Eles podem estar presentes durante todo o ano, e a prevenção precisa ser contínua.
Um único carrapato infectado pode ser suficiente para transmitir determinados agentes causadores de doenças. Isso não significa que todo contato resultará em infecção, pois o risco depende de fatores como a espécie do carrapato, o agente envolvido e as condições de transmissão.
Por isso, encontrar um carrapato no animal já é motivo para redobrar a atenção. Se houver infestação, procure orientação veterinária para fazer o controle correto dos parasitas e avaliar a necessidade de exames.
A médica veterinária Dilane Costa reforça a importância dos cuidados preventivos para manter os animais protegidos:
“Os tutores devem manter a prevenção contra carrapatos em dia, utilizar produtos adequados para cada animal e observar qualquer mudança de comportamento ou sinal clínico. Ao perceber algo diferente, é importante procurar atendimento veterinário, pois o diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento.”
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