Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por faltas injustificadas

Publicado em 21/09/2026, às 10h56
Ex-deputado federal exercia o cargo de escrivão da Polícia Federal e mora desde 2025 nos EUA - Foto: Agência Câmara
Ex-deputado federal exercia o cargo de escrivão da Polícia Federal e mora desde 2025 nos EUA - Foto: Agência Câmara

Por CNN

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão na Polícia Federal devido a abandono de cargo, após se mudar para os Estados Unidos e faltar ao serviço por mais de trinta dias consecutivos.

Desde sua mudança em fevereiro de 2025, Eduardo não recebia salário como escrivão e sua função não poderia ser exercida remotamente, além de já ter sido condenado pelo STF por coação em um processo relacionado a tentativas de golpe de Estado.

A demissão ocorre em meio a uma condenação de 4 anos e 2 meses imposta pelo STF, onde Eduardo foi considerado culpado por tentar pressionar autoridades dos EUA a impor sanções contra ministros do STF e o Brasil.

Resumo gerado por IA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou portaria nesta segunda-feira (21) efetivando a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão na Polícia Federal.

A motivação alegada pelo governo federal foi de “infração disciplinar de abandono de cargo” por “faltar ao serviço injustificadamente por período superior a trinta dias consecutivos”.

O filho de Jair Bolsonaro (PL) se mudou para os Estados Unidos em fevereiro de 2025 e, recentemente, em julho, obteve o “green card” para morar no país.

Eduardo precisaria retornar ao Brasil para manter o posto de escrivão da Polícia Federal. A função não poderia ser desempenhada de maneira remota.

Desde que assumiu o mandato como deputado federal, Eduardo não recebia salário como escrivão. Ele foi afastado do posto de parlamentar em 2025.

O filho de Jair Bolsonaro entrou para a Polícia Federal em 2010 como escrivão. A remuneração inicial da carreira pública é de R$ 14 mil.

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) já formou maioria para manter a condenação de Eduardo por coação no curso do processo da tentativa de golpe de Estado.

A pena é de 4 anos e 2 meses pela atuação do ex-deputado federal nos Estados Unidos junto ao governo de Donald Trump.

A Corte condenou Eduardo porque teria atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar por sanções contra ministros do STF e contra o Brasil, na tentativa de beneficiar o pai.

Gostou? Compartilhe