Uma professora foi afastada após agredir um aluno de oito anos ao esfregar uma prova em seu rosto durante a devolução de avaliações na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, em Belo Horizonte, gerando repercussão negativa e preocupação com a segurança dos estudantes.
A família do aluno registrou queixa na polícia e a direção da escola confirmou a agressão por meio de imagens de câmeras de segurança, além de relatar que o menino já apresentava sinais de inquietação nas aulas, o que havia sido comunicado anteriormente à equipe pedagógica.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais afastou a professora e instaurou um Processo Administrativo Simplificado para investigar o caso, enquanto o Núcleo de Atendimento Educacional foi acionado para oferecer suporte psicológico ao estudante transferido para outra turma.
Flagrada por câmeras de segurança esfregando uma prova na face de um dos alunos, uma professora foi afastada das salas de aula da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no Bairro Providência, na Região Norte de Belo Horizonte, na última quinta-feira (17/9).
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O episódio de agressão marcou o término das aulas em uma das salas onde estava o garoto de oito anos, do 3º ano do ensino fundamental.
Era o momento de devolução de avaliações, no fim do turno, quando as crianças organizavam seus materiais escolares.
As imagens divulgadas nas redes sociais mostram que grande parte dos estudantes permanecia sentada em suas carteiras. Ao caminhar entre as fileiras de mesas para entregar os testes corrigidos, a docente aproximou-se da carteira da criança, estendeu o braço e esfregou a folha de papel diretamente no rosto do menino.
Diante do ato, a família do estudante registrou queixa junto às autoridades policiais e procurou a diretoria da instituição de ensino.
As câmeras do circuito interno de videomonitoramento do colégio registraram o episódio, permitindo que a direção confirmasse a conduta violenta cometida pela educadora. Como medida de proteção ao bem-estar do menor, a escola transferiu o aluno para outra turma e sob a responsabilidade de uma nova professora.
Como era a criança em sala?
A mãe da criança, Leilane Braga, relatou em plataformas digitais o contexto anterior ao incidente.
Segundo ela, a coordenação da escola havia informado anteriormente que o filho apresentava sinais de inquietação durante as aulas, expressos em idas recorrentes ao banheiro, saídas para beber água e lentidão na finalização das tarefas pedagógicas, motivo pelo qual a família já havia feito contato prévio com a equipe pedagógica.
Por outro lado, ela disse que o filho é uma criança inteligente, com facilidade para aprender e que tem boas notas.
Em posicionamento oficial, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que não compactua com desvios de conduta e comunicou o afastamento da professora envolvida.
A Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C abriu um Processo Administrativo Simplificado (PAS) para apurar os fatos e determinar as sanções cabíveis, assegurando o direito de defesa.
O Núcleo de Atendimento Educacional (NAE) foi acionado para prestar suporte psicológico e pedagógico ao estudante, e o relato da família foi formalizado em ata escolar pela direção da unidade.
No que tange ao histórico da unidade de ensino nos últimos seis meses, não há registro oficial de incidentes similares de agressão física ou humilhação pública perpetrados por docentes contra alunos na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte.
Agressão em sala
Canais e medidas de proteção escolar
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