Nordeste

'Ele falou que ia colocar fogo nas minhas coisas’, diz dona de ateliê sobre ex

Correio 24 horas | 10/09/19 - 13h05 - Atualizado em 10/09/19 - 13h31
Mauro Akin Nassor/Correio 24 horas

Mesmo após um ano do término do relacionamento, a costureira Sirlene Santana, de 39 anos, diz que sofre com ameaças e pedidos do ex-companheiro Joselito da Conceição para reatar. Ele foi visto por vizinhos saindo da residência com um galão de gasolina. Sirlene, que trabalhava com costura e bronzeamento artificial no bairro de Valéria, acredita que o ex cumpriu a ameaça e é o responsável pelo incêndio que destruiu todo seu material de trabalho na madrugada dessa segunda-feira (9).

Ao CORREIO, em frente ao ateliê, Sirlene afirmou que nos últimos meses vinha recebendo pedidos de Joselito para reatar o relacionamento. No entanto, após várias negativas, ele a ameaçou publicamente, inclusive, prometendo atear fogo em tudo o que ela tinha.

"Não tem muito tempo, ele me ameaçou, falou que ia colocar fogo nas minhas coisas. Ele não aceitava o fim do nosso relacionamento e sabia que eu sou uma mulher independente, que não dependia dele para nada. Sempre me virei, mas não achava que ele seria capaz de fazer isso", contou a costureira, que esteve na Delegacia Especial do Atendimento a Mulher (Deam), em Periperi, para prestar queixa contra o ex-marido.

A polícia não confirma a suspeita de incêndio criminoso. O CORREIO tentou, ainda, contato com o ex-marido de Sirlene, sem sucesso.

De acordo com informações dos vizinhos, Joselito foi visto entrando na residência da ex antes do incêndio começar com um galão de gasolina. Logo depois, saiu às pressas de carro.

Ainda segundo vizinhos, ele chegou a queimar as pernas antes de sair. Ele deu entrada no Hospital do Subúrbio para tratar das queimaduras. Por volta das 12h, Joselito foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE).

Ele trabalha como vigilante num posto de gasolina em Valéria durante a noite e comanda um bar durante o dia no mesmo bairro. Apesar da separação, ele ainda possuía as chaves do portão de entrada da casa.

“Ele já tem outra mulher, não sei por que vivia insistindo em voltar comigo. Inclusive, ele já morava com ela num apartamento dele. As pessoas me disseram que ele estava bebendo no bar e dizendo que iria fazer uma coisa que todo o bairro iria saber”, contou.

Filho de Sirlene, o montador de móveis Carlos Antônio de Souza, 23, disse que não imaginava que o ex-companheiro da sua mãe seria capaz de atear fogo na casa onde viveu com a ex.

“Nunca tive problemas com ele. Sempre via que eles discutiam, mas não era nunca algo que eu precisasse intervir. Não imaginaria que ele seria capaz de fazer uma coisa dessas com a minha mãe, que batalhou tanto para construir tudo isso”, disse Carlos, que convidou sua mãe para passar os próximos dias em sua casa até que tudo seja resolvido.