Alagoas

Em 2019, 7 em cada 10 internações em hospitais de AL foram através do SUS

Assessoria IBGE | 04/09/20 - 10h26 - Atualizado em 04/09/20 - 10h34
Divulgação

Os primeiros resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgados nesta sexta-feira (04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que sete em cada dez (77%) internações por 24 horas ou mais em Alagoas, no ano de 2019, foram através do Sistema Único de Saúde (SUS), a sétima maior proporção entre as unidades da federação.

No Brasil, 64,6% das internações foram através do SUS, com destaque para as regiões norte (76,2%) e nordeste (77,8%). O Maranhão (89,2%) ficou no topo, enquanto o Distrito Federal (47,6%) registrou a menor porcentagem.

A pesquisa também apresentou a internação através do SUS segundo o corte do rendimento e cor ou raça.

Sob o critério da renda domiciliar per capita, 94,8% das pessoas que não tinham rendimento ou que tinham renda de até ¼ do salário mínimo ficaram internadas em hospitais através do SUS. A proporção vai diminuindo conforme o aumento da renda e chega a 0% entre as pessoas com mais de cinco salários mínimos.

Na análise da cor ou raça em Alagoas, 68,9% das pessoas brancas se internaram por 24 horas ou mais através do SUS, percentual que subiu para 73,1% entre os pretos e alcançou 81,7% dos pardos.

A edição de 2019 da PNS foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde em 108 mil domicílios, dos quais mais de três mil integravam a amostra em Alagoas. Neste primeiro volume, as informações divulgadas abordam temas como as características dos domicílios, as visitas domiciliares de equipe de saúde da família e agentes de endemia, a cobertura dos planos de saúde e a utilização dos serviços de saúde.

Lares alagoanos são os que mais receberam agente de endemias no Brasil

A pesquisa revelou ainda que oito em cada dez (80,5%) domicílios alagoanos receberam visita de agente de endemias em 2019, alçando o estado à ponta do ranking nacional. A proporção é superior à observada para a região Nordeste (72,4%) e Brasil (64,6%).

Próximo ao índice de Alagoas, o Ceará é a segunda unidade da federação que mais recebeu agente de endemias proporcionalmente nos seus domicílios (80,2%), com Minas Gerais aparecendo em seguida (79,3%). Em Maceió, 75,5% dos lares receberam a visita, o que a coloca na quinta colocação entre as capitais do país.

71,6% dos alagoanos haviam se consultado com um médico em 12 meses

No módulo relacionado à utilização dos serviços de saúde, os dados indicam que 71,6% dos alagoanos consultaram um médico nos últimos 12 meses anteriores à data da entrevista. Sob a ótica do sexo, foram 63,1% dos homens e 79,2% das mulheres.

A média da região Nordeste (71,9%) ficou levemente acima da alagoana, e a nacional foi de 76,5%.

Alagoas é o segundo estado do NE com maior proporção de cachorros ou gatos vacinados contra a raiva

A PNS também estimou que entre os domicílios com algum cachorro ou gato, em 70,1% desses lares todos os cachorros ou gatos foram vacinados contra a raiva nos últimos 12 meses anteriores à entrevista. Na região Nordeste, cuja média foi de 67,3%, somente o Rio Grande do Norte (74,3%) registrou maior proporção. A média do Brasil, por sua vez, foi de 72%.