Alagoas

Em Alagoas, ministro diz que plano é retirar óleo que aparecer na costa

Redação TNH1 | 16/10/19 - 17h28 - Atualizado em 16/10/19 - 18h00
Reprodução/Felipe Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quarta-feira (16) que não se sabe a quantidade exata de óleo que vazou no mar, atingindo a costa do Nordeste brasileiro. Segundo ele, como ainda não se conhece a origem do óleo, o plano é retirar a maior quantidade possível toda vez que o material for encontrado.

“Toda vez que toca na costa, o nosso esforço com os estados e municípios é retirar todo esse óleo para que ele não volte para o mar. Mas nós não sabemos quanto desse óleo ainda está no mar. Toda vez que ele toca, retira”, explicou Salles.

O ministro esteve em Alagoas nesta tarde, inclusive supervisionando a limpeza da grande mancha que atingiu o mar de Japaratinga. O local fica perto do santuário do peixe-boi, uma área de proteção ambiental.

Confira a coletiva de imprensa concedida por Salles:

Fizemos toda uma vistoria hoje, começando de Salvador, na Bahia. Acompanhando o comandante de operações navais da Marinha, ANP, Ibama, que compõem o grupo de acompanhamento e avaliação. Temos avançado em todas as medidas disponíveis desde o dia 2 de setembro tanto o monitoramento, o recolhimento e a destinação de todo o óleo. Em paralelo a investigação para determinação da origem desse óleo, aparentemente venezuelano, que atingiu a Costa Brasileira. Todos os esforços do Governo Federal junto aos órgãos estaduais, municipais, entidades do terceiro setor, enfim, é um esforço contínuo que envolve a todos para resolver esse problema que atingiu o litoral Nordeste do Brasil.

Dificuldade de encontrar a origem

Se é óleo vazando do fundo do mar, não é do fundo do mar brasileiro, porque o óleo é venezuelano, como já confirmado pelos laudos da Petrobras. Portanto, é um óleo que se estiver vindo de algum poço, é um poço muito distante. A hipótese mais provável, mas não é a única, é que isso tenha vazado de algum navio. Seja durante o transporte de um navio para o outro ou alguma avaria, algum despejamento. A Marinha do Brasil está à frente dessa investigação, estreitando as hipóteses bastante avançadas de possibilidade da origem. É importante que avancemos o máximo com essas informações, antes de traçar um cenário ou de dar uma resposta definitiva.

Há vazamento de óleo?

Ao que tudo indica é o mesmo óleo, cujo a corrente marítima diversas movimentações de maré tem feito com que toque na costa e retroceda. Toda vez que toca na costa, o nosso esforço com os estados e municípios é retirar todo esse óleo para que ele não volte para o mar. Mas nós não sabemos quanto desse óleo ainda está no mar. Toda vez que ele toca, retira. (Ainda há vazamento ativo?) Nós não sabemos qual é a fonte. Como não se sabe qual é a fonte, não dá para mensurar se tem ainda continuidade ou não.

Mancha encontrada em Japaratinga

O esforço contínuo de todos para retirada dessa mancha que atingiu o litoral de Alagoas, sabemos que foi feito o máximo possível pelas prefeituras, mas tem que aprofundar mais. A equipe local, tanto do Governo do Estado quanto dos Municípios, são quem tem a pronta resposta em qualquer ponto de toque no litoral brasileiro. Ibama, Marinha, ANP, enfim, a Petrobras, todos engajados para ajudar naquilo que for necessário porque, de fato, é um tema de interesse de todos nós.

É a maior mancha encontrada?

A mancha que foi recolhida era uma mancha considerável. Mas aquela parte da mancha considerável já foi recolhida. Por outro lado, pontos esparsos ao longo do litoral que precisam ser recolhidos, hoje verificamos junto com o governador, vários pontos onde está sendo retirado e o importante é fazer isso o mais rápido possível.

Material já recolhido

Há aterros próprios classificados para destinação desse tipo de produto. E onde houver fornos, cimenteiras, siderúrgicas, enfim, que possam incinerar o material, também é uma alternativa bastante viável.

Depois de recolhido, acaba o risco ao meio ambiente?

Infelizmente, nós ainda estamos mensurando quais são as consequências para a fauna, flora, ambiente marinho e também o turismo da região. São diversos aspectos que têm de ser tratados, cuidados e vão sendo analisados, monitorados todo o dia enquanto perdurar esse problema.

Volume de recursos empregados para retirar o óleo

Essa é uma obrigação de todos ao mesmo tempo. Portanto, todos os órgãos municipais, estaduais e federais têm empregado todos os recursos disponíveis. Cada um de acordo com suas possibilidades e atribuições. Importante que todos coloquem à disposição da solução desse problema todos os recursos que houver, sem análise nesse momento de questões orçamentárias ou financeiras.

Sergipe, o Estado mais afetado

Essa é uma questão que tem que ser decidida entre o governo federal enquanto ente federativo e o governo do estado. O nosso apoio para o Governo do Estado tem sido total. Aliá,s para todos os governos estaduais desde o começo, desde o primeiro caso em 2 de setembro, todo o apoio do governo federal, quer seja ANP, IBAMA, Marinha, ICMBio, todos os órgãos têm feito tudo que está ao alcance, inclusive do ponto de vista material. E esse esforço continuará enquanto for necessário.