O programa 'Doc Investigação' apresentou uma entrevista com Albino Santos de Lima, condenado por 18 assassinatos em Maceió, onde ele admitiu ser um serial killer e detalhou como escolhia suas vítimas, principalmente jovens mulheres, utilizando redes sociais para monitorá-las.
Albino, que já acumula mais de 200 anos de prisão, revelou que planejava os crimes com meses de antecedência e mantinha registros das datas dos assassinatos, tratando-os como 'troféus' de suas ações.
Atualmente, ele está isolado em uma cela e a investigação sobre seus crimes foi reavaliada após novas provas surgirem, incluindo a análise de seu celular, que ajudou a conectar Albino a múltiplos homicídios e a identificar falhas nas investigações anteriores.
O programa Doc Investigação, exibido pela RECORD na noite desta quinta-feira (20), colocou frente a frente a jornalista Thais Furlan e o serial killer Albino Santos de Lima, condenado por uma série de assassinatos em Maceió. Em uma entrevista exclusiva, realizada na prisão, ele falou sobre os crimes e revelou detalhes sobre a forma como escolhia e acompanhava as vítimas.
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Albino responde por 18 mortes e já acumula condenações que ultrapassam 200 anos de prisão. A maioria das vítimas era jovem, principalmente mulheres entre 13 e 25 anos. Segundo a investigação apresentada pelo programa, ele utilizava as redes sociais para monitorar os alvos, acompanhando rotina, localização e hábitos antes de agir.
Apesar das condenções, perguntado se continuaria matando caso não tivesse sido preso, ele responde friamente que "Certamente, sim".
Você se considera um serial killer?", perguntou a jornalista. De certa forma sim”, afirmou Albino.
Crimes eram planejados e registrados
Segundo a reportagem, Albino podia passar meses acompanhando uma vítima antes de cometer o crime. Ele mantinha registros das mortes e marcava em vermelho, em um calendário, as datas em que os assassinatos aconteciam.
Questionado sobre o motivo de guardar as datas, ele respondeu:
Era uma questão de um troféu, uma medalha para poder guardar a questão dos dias que a vítima era ceifada... era um tipo de um hobby.”
O investigado também confirmou que a marcação servia para registrar o fim de cada perseguição. “Era uma questão para poder colocar um ponto final que aquele alvo foi eliminado”, disse.
O programa mostrou ainda que Albino chegou a frequentar velórios e cemitérios das vítimas sem ser reconhecido. Sobre o comportamento, afirmou: “Não satisfação, mas tem um dever cumprido”.
Vítimas eram acompanhadas pelas redes sociais
De acordo com a investigação apresentada no documentário, Albino usava as redes sociais para localizar e acompanhar possíveis vítimas. A maioria era formada por mulheres jovens, muitas com características físicas semelhantes, como cabelos cacheados.
A polícia identificou um padrão e passou a suspeitar que o criminoso havia desenvolvido uma obsessão por esse perfil de mulheres, especialmente após situações de rejeição.
A investigação também apontou que ele utilizava informações disponíveis nas redes para conhecer a rotina dos alvos e evitar câmeras de segurança durante os ataques.
‘Sou altamente treinado’
Antes de ser preso, Albino atuou no sistema prisional e também teve passagem pela Marinha. Na reportagem, destacou sua formação na área de segurança e o treinamento recebido.
Segundo investigadores ouvidos pelo programa, esse treinamento ajudava Albino a planejar os ataques, evitar registros por câmeras e dificultar a identificação.
Famílias contestam versão apresentada pelo assassino
Durante a entrevista, Albino tentou associar algumas vítimas à criminalidade. A versão é contestada por familiares e investigadores apresentados no documentário.
“Infinitamente os familiares estão mentindo”, afirmou o preso ao justificar as acusações.
Entre os casos mostrados está o de Ana Beatriz, de 13 anos. Albino afirmou que não pretendia matá-la, mas apenas “dar um corretivo”.
O programa também ouviu sobreviventes de ataques. Alan, um barbeiro que foi baleado, contou que Albino acreditou que havia conseguido matá-lo: “Ele achou que tinha me matado... dois tiros na cabeça, dois nas costas, oxe, como é que esse menino vai ficar vivão?”
Falhas na investigação também são reveladas
Além dos crimes, o documentário revisita os erros cometidos durante a investigação. Casos inicialmente atribuídos a outras pessoas precisaram ser reavaliados depois que novas provas surgiram.
A análise do celular de Albino foi apontada como fundamental para relacioná-lo a 18 homicídios. Um calendário com as datas das mortes, arquivos armazenados digitalmente e outros registros ajudaram os investigadores a reconstruir a sequência dos crimes.
Uma denúncia feita por uma moradora também foi decisiva. Ao reconhecer Albino em imagens divulgadas pela polícia, ela procurou as autoridades e ajudou a direcionar a investigação.
Preso e isolado
Albino atualmente está custodiado em uma cela isolada e cumpre as condenações decorrentes dos homicídios.
Ao longo da produção, o caso é reconstruído a partir dos crimes, do padrão utilizado pelo assassino e das falhas da investigação que permitiram que a sequência de mortes continuasse por anos.
Assista a entrevista na íntegra:
* Estagiária sob supervisão
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