Em Maceió, trabalhadores dos Correios realizam protesto contra gestão da estatal

Publicado em 02/09/2026, às 14h05
Trabalhadores dos Correios realizam protesto no Distrito Industrial, em Maceió - Sintect-AL
Trabalhadores dos Correios realizam protesto no Distrito Industrial, em Maceió - Sintect-AL

Por TNH1

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL) organizou um protesto contra a gestão de Emanoel Rondon, presidente dos Correios, em resposta a propostas de Acordo Coletivo de Trabalho que a categoria considera prejudiciais, como o fechamento de agências e a eliminação de postos de trabalho.

Os trabalhadores criticaram a proposta de reajuste salarial de apenas 0,87%, que não cobre a inflação, e a redução de benefícios históricos, como a licença-paternidade e o plano de saúde, além da extinção de grupos de trabalho e cláusulas de proteção.

O sindicato exige uma valorização adequada dos trabalhadores e se opõe às mudanças propostas, enquanto a situação permanece tensa com a continuidade da reestruturação e a necessidade de novas negociações para atender às demandas da categoria.

Resumo gerado por IA

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (Sintect-AL) realizou, na manhã desta quarta-feira (2), um ato em protesto contra a atual gestão de Emanoel Rondon, presidente nacional dos Correios. A manifestação aconteceu em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), no Tabuleiro do Martins, na parte alta de Maceió.

A mobilização reuniu dezenas de trabalhadores e trabalhadoras que são contra as propostas apresentadas para o Acordo Coletivo de Trabalho. Durante a manifestação, a categoria denunciou a reestruturação anunciada pela empresa estatal. Segundo o Sintect-AL, isso pode resultar no fechamento de agências e na eliminação de postos de trabalho. O sindicato criticou a proposta de reajuste salarial de 0,87%, considerada insuficiente diante da inflação.

"Nós estamos fazendo um ato nacional contra Emanuel Rondon, que é o presidente dos Correios. Infelizmente, ele vem tratando os trabalhadores dos Correios de uma maneira fora da normalidade. Estamos em data-base, a categoria aguardando que o trabalho seja valorizado. A proposta que a empresa apresentou até o momento não valoriza o trabalhador. Corta benefícios históricos que temos ao longo de todo o tempo, como a questão do nosso plano de saúde, vai ter um ataque mortal ao nosso plano de saúde. Fora o aumento oferecido, que sequer repõe a inflação do período", afirmou Altanes Holanda, secretário-geral do Sintect-AL em entrevista ao Fique Alerta.

Principais pontos rejeitados pela categoria, segundo o Sintect-AL:

  • Redução da licença-paternidade de 22 para 20 dias; Redução da idade da licença por adoção de 14 para 12 anos;
  • Fim da cláusula de averiguação de assédio;
  • Extinção da maioria dos Grupos de Trabalho (GTs) regionais e nacionais;
  • Nenhum avanço nas cláusulas sociais e de proteção às mulheres;
  • Retirada da mantença do plano de saúde e eliminação do teto da coparticipação;
  • Fim da cláusula dos 70% de adiantamento das férias; Reajuste de apenas 0,87%, equivalente a R$ 3,00 no tíquete-alimentação, sem reajuste salarial e nas demais rubricas;
  • Continuidade da reestruturação, com extinção de adicionais e fechamento de unidades.

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