Entenda o caso da executiva de banco acusada de manter subordinado como 'escravo sexual'

Publicado em 05/05/2026, às 08h45
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Por Extra Online

Um processo no Supremo Tribunal de Manhattan acusa a executiva Lorna Hajdini, do JPMorgan, de abusar de sua posição para transformar o subordinado Chirayu Rana em 'escravo sexual', resultando em graves alegações de coerção e discriminação racial.

Chirayu afirma que Lorna o forçou a realizar atos sexuais não consensuais, incluindo o uso de drogas para facilitar os abusos, enquanto o banco alega que as acusações são fabricadas e que uma investigação interna não encontrou evidências de irregularidades.

O JPMorgan defende Lorna, que nega as acusações, e afirma que Chirayu mentiu sobre questões pessoais para justificar sua licença, enquanto o processo continua a repercutir na mídia e no ambiente corporativo.

Resumo gerado por IA

Um processo que tramita no Supremo Tribunal de Manhattan, em Nova York (EUA), nesta semana, afirma que a executiva Lorna Hajdini, do JPMorgan, abusou da sua posição de chefia e transformou um subordinado, Chirayu Rana, em "escravo sexual", além de usar da sua posição para coerção e discriminação racial.

O processo — que o JPMorgan insiste ser totalmente fabricado — reapareceu repentinamente nos registros do Supremo Tribunal de Manhattan na segunda-feira, após ter sido protocolado e rapidamente retirado na semana passada, contou o "NY Post".

O que diz Chirayu Rana?

No primeiro processo, Lorna, executiva da divisão de Financiamento Alavancado do JPMorgan, era acusada de coagir o funcionário júnior, que é casado, a praticar "atos sexuais não consensuais e humilhantes" durante meses, apesar de seus apelos para que ela parasse.

A vítima alega que Lorna admitiu tê-lo drogado com Flunitrazepam, medicamento usado em golpes conhecidos como de "Boa noite, Cinderela", em diversas ocasiões. A executiva teria até repreendido o subordinado enquanto ele chorava durante um ato sexual realizado contra a sua vontade.

"Se você não transar comigo logo, vou arruiná-lo. Nunca se esqueça, você me pertence", disse Lorna, de acordo com as alegações de Chirayu no processo. A executiva associava uma possível promoção ao desempenho na cama do subordinado, segundo o documento.

De acordo com a denúncia, pouco depois de os dois começarem a trabalhar juntos, em 2024, Lorna deixou cair sua caneta no chão ao lado da mesa de John, que é de etnia asiática, e, ao se abaixar para pegá-la, apalpou uma perna do funcionário e apertou sua panturrilha, dizendo: "Ah, você jogava basquete na faculdade? Eu adoro jogadores de basquete. Eles me deixam muito excitada".

Em seguida, os abusos se intensificaram. Numa oportunidade, Lorna teria arrancado as calças de Chirayu e praticado sexo oral nele contra a vontade do subordinado, que acabou chorando. "Pare de chorar, p****! Você acha que alguém acreditaria em você? Você é um idiota que se acha o máximo, mas nem consegue ter uma ereção para mim? Que m**** é essa?", teria dito a executiva. Em seguida, ela o ordenou a praticar sexo oral nela, ignorando seus apelos para "não me obrigue a fazer isso".

Em outras ocasiões, Lorna é acusada de obrigar o subordinado a chupar os seus dedos do pé, o empurrar no chão e sentar no seu rosto.

No segundo processo, mais detalhes sobre o suposto comportamento predatório de Lorna surgiram. Numa ocasião, uma testemunha — que parece ser um amigo da família Rana — afirma que, quando estava hospedado em apartamento durante visita a Nova York, foi acordado por Lorna no meio da noite. Ele tentou voltar a dormir, mas a executiva, "completamente nua", o acordou. Lorna se sentou no sofá onde ele estava dormindo, acendeu um cigarro e começou a implorar para que ele "se juntasse a eles" no quarto, alega o documento.

Apesar de ter recusado várias vezes, a testemunha alega que Lorna o ameaçou: "Você sabe que eu sou dona de [informação omitida], então é melhor você vir se juntar a nós."

Depois que ela voltou para o quarto, a testemunha afirma ter ouvido Chirayu implorando: "Não, não, não, você tem que ir embora. Eu não vou fazer isso. Por favor, pare."

Lorna saiu do apartamento mais tarde naquela noite, e Chirayu, atônito, relatou à testemunha como a executiva "o assediava constantemente e o forçava a ter relações sexuais com ela em diversas ocasiões". O então funcionário do JPMorgan disse que Lorna o ameaçava com "problemas" caso ele não cedesse.

A testemunha também afirma ter visto Lorna sendo "insinuante" com Chirayu em show do DJ norueguês Kygo no Barclays Center, em Nova York, naquele mesmo período.

O que diz o JPMorgan?

Fontes disseram ao "NY Post" que uma investigação interna do JPMorgan — que analisou e-mails, registros e dispositivos — não encontrou nenhuma evidência de irregularidades. Segundo o banco Lorna cooperou plenamente com a sindicância; Chirayu, não.

O banco afirma, ainda, que Chirayu mentiu sobre a "morte do seu pai" para poder sair de licença remunerada e usar o período para preparar o processo contra a executiva.

O pai dele está bem de saúde.

No processo, Chirayu acusa o JPMorgan de acobertar os abusos.

O que diz Lorna?

Por meio de seus advogados, Lorna nega categoricamente todas as acusações, classificando-as como infundadas. Ela manteve o seu emprego no JPMorgan.

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