Alagoas

Entenda o que muda em Maceió e Região Metropolitana após o Leilão da Casal

TNH1 com Assessoria Casal | 30/09/20 - 16h57 - Atualizado em 30/09/20 - 17h07
Marcio Ferreira

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) esclareceu na tarde desta quarta-feira (30) que, mesmo após a concessão dos serviços na Região Metropolitana de Maceió, vai continuar trabalhando na capital e nos demais municípios da localidade.

A Casal, a partir de agora, ficará responsável pela captação e tratamento da água, que será repassada para o parceiro privado distribuir aos clientes durante os 35 anos da concessão.

A partir da entrada em operação do parceiro privado, que teve a empresa BRK como vencedora do leilão, haverá um prazo, conforme estabelecido no edital, de seis anos para que haja a universalização do fornecimento de água e de até 16 anos para que haja a universalização do esgotamento sanitário em toda a Região Metropolitana de Maceió, que totaliza 13 municípios, incluindo a capital. O investimento esperado é em torno de R$ 2,6 bilhões, que será captado e investido pelo parceiro privado.

O Estado estuda a possibilidade de ampliar a participação da iniciativa privada para outras áreas, mas mantendo a Casal como parte da solução. O chamado “Bloco B” inclui toda a região semiárida (Ageste, Bacia Leiteira e Sertão), enquanto o “Bloco C” é composto pelo Litoral e região da Mata.

Em todas essas regiões, quando houver a concessão, a Casal deverá permanecer com a tarefa de produção e tratamento da água, além de poder conduzir um amplo programa de saneamento rural, tendo em vista que os povoados com menos de mil habitantes ficariam fora do escopo de atuação da iniciativa privada.

A Companhia explicou ainda que no leilão desta quarta-feira (30) ela não foi privatizada, apenas concedeu parte de suas atribuições à iniciativa privada, que terá papel essencial na captação de recursos para ampliação dos serviços à população.