Uma erupção vulcânica submarina no Mar de Bismarck, ao norte de Papua-Nova Guiné, pode resultar na formação de uma nova ilha, conforme monitoramento da NASA. Desde 8 de maio, a atividade vulcânica tem gerado plumas de vapor e fragmentos de pedra-pomes flutuantes, mas a localização exata da erupção ainda é incerta.
A erupção foi precedida por um pequeno enxame de terremotos e, posteriormente, satélites detectaram anomalias térmicas em uma área de sete quilômetros quadrados. Especialistas indicam que a cratera pode ser mais rasa do que os mapas existentes sugerem, o que poderia intensificar a atividade vulcânica.
Cientistas da NASA estão atentos à possibilidade de uma nova ilha emergir, planejando monitorar sua evolução caso se forme. Embora a erupção atual seja significativa, especialistas acreditam que não atingirá a intensidade explosiva de eventos anteriores, como o de Hunga Tonga-Hunga Ha'apai em 2022.
Uma erupção vulcânica submarina detectada no Mar de Bismarck, ao norte de Papua-Nova Guiné, pode dar origem a uma nova ilha no Pacífico, segundo cientistas da NASA que monitoram o fenômeno por satélite. Desde 8 de maio, a atividade intensa já produziu plumas de vapor, anomalias térmicas e extensas faixas de fragmentos de pedra-pomes (rocha formada por atividade vulcânica) flutuando sobre o oceano. Mas o problema é que ninguém sabe exatamente qual estrutura entrou em erupção.
LEIA TAMBÉM
“Quando os sinais surgiram, os vulcanólogos se depararam com a realidade de que não existiam mapas de alta resolução da área”, explica comunicado da NASA Earth Observatory. Acredita-se que a erupção esteja acontecendo na Dorsal de Titã, cerca de 16 quilômetros ao sudeste do local de uma erupção registrada em 1972. Ainda assim, há pouca clareza sobre a profundidade da cratera ativa ou sobre quando ela entrou em atividade pela última vez.
O fenômeno começou com um pequeno enxame de terremotos. Pouco depois, satélites da NASA passaram a registrar grandes plumas brancas de vapor subindo da superfície do mar. Sensores do satélite PACE detectaram água descolorida e turbulenta ao redor da erupção, enquanto imagens de alta resolução mostraram extensas faixas de fragmentos de pedra-pomes flutuando sobre o oceano.
As imagens vieram do Landsat 9 e dos satélites Sentinel-2, que revelaram uma intensa atividade próxima à superfície. Em 12 de maio, o sensor VIIRS identificou anomalias térmicas distribuídas em uma área de aproximadamente sete quilômetros quadrados.
“Deve haver muito material quente perto da superfície para gerar tantas anomalias térmicas”, afirmou Simon Carn, vulcanólogo da Michigan Tech, em comunicado da NASA. Segundo o especialista, isso sugere que a cratera da erupção seja muito mais rasa do que indicavam os mapas batimétricos disponíveis.
Além da intensidade térmica, também chamou a atenção dos pesquisadores a possibilidade de uma nova ilha estar se formando. “Agora, estamos ansiosos para ver se uma nova ilha está prestes a surgir — algo que raramente conseguimos observar com satélites em tempo real”, disse Jim Garvin, cientista-chefe do Centro Goddard da NASA.
Caso a nova massa de terra apareça definitivamente acima do nível do mar, os cientistas pretendem acompanhar cada etapa de sua evolução. Dependendo da interação entre magma e água oceânica, a estrutura pode se transformar em um cone vulcânico estável ou colapsar em poucos dias.
Apesar do impacto visual, especialistas acreditam que a erupção dificilmente atingirá o nível explosivo observado em eventos recentes, como o do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha'apai, em 2022.
Para Carn, o contexto geológico do Mar de Bismarck favorece atividades menos violentas. “Centros de expansão estão associados a atividades menos explosivas, enquanto as erupções mais explosivas geralmente ocorrem ao longo de zonas de subducção”, explicou o vulcanólogo.
Ainda não há previsão para o fim da atividade vulcânica nessa região do Pacífico. A erupção registrada na mesma região em 1972 durou apenas quatro dias. Já outro evento submarino próximo dali, que aconteceu em 1957, persistiu por quase quatro anos.
+Lidas