Alagoas

"Escola Livre": Sinteal vai à Justiça para recorrer de aprovação

Projeto foi aprovado nessa terça na Assembleia Legislativa; professores batizaram medidas como "Lei da Mordaça"

27/04/16 - 09h18 - Atualizado em 27/04/16 - 09h31
TNH1/Bruno Góes

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) vai recorrer à Justiça contra a aprovação da Lei da Escola Livre, classificada pela categoria como “Lei da Mordaça”.

O projeto foi aprovado nessa terça-feira (26), pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE), que derrubou o veto do governador Renan Filho.

Para a presidente do Sinteal, Consuelo Correia, a nova lei é desnecessária e se tornou prioridade para o Legislativo diante da falta de estrutura da rede pública.

Assista também à reportagem da TV Pajuçara:

“Os deputados, em vez de estarem preocupados com a falta de estrutura da rede pública, com a falta de profissionais para suprir a carência existente, ficam preocupados com uma lei desnecessária, sob a alegação de que foi em nome da família, porque, para eles, nós vamos destruir os valores morais”, pontuou.

Consuelo ainda citou o período do Regime Militar para comentar a lei. “Com certeza, um grande retrocesso. Ouvir do outro lado que vai melhorar porque vai definir, regulamentar como os professores vão trabalhar. Nem na ditadura teve uma lei assim, que cerceava o direito dos professores de exercer sua profissão”, alega.