'Espero não ser um adeus': carta é achada em cativeiro de jovem em GO

Publicado em 23/08/2026, às 19h22
Reprodução e Divulgação / PMGO
Reprodução e Divulgação / PMGO

Por Redação

Uma carta foi encontrada durante o resgate de Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, que, segundo a Polícia Militar, foi encontrada amordaçada e acorrentada pelo ex-companheiro em um imóvel de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

O suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter dopado a ex-companheira com medicamentos antidepressivos e levado a jovem para o cativeiro.

Carta encontrada no cativeiro

Escrita em uma folha de caderno e assinada por Tamara, a carta era destinada à família. Em um dos trechos, ela escreveu:

Espero não ser um adeus. Estarei sempre em espírito.

O texto também mencionava bens da jovem, como um carro e uma casa, e trazia um pedido: “Leia com atenção, não chame a polícia.”

Segundo o major Jorge Paiva, da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), a análise inicial indica que Tamara teria sido obrigada a escrever e assinar a carta. O policial afirmou que o documento estava no bolso do suspeito quando ele foi abordado.

O resgate

A jovem foi resgatada na sexta-feira (21), após a PM localizar um imóvel alugado pelo suspeito poucos dias antes. Segundo os policiais, a casa estava fechada e, durante a busca, foram ouvidos ruídos vindos do interior.

Tamara foi encontrada em um dos quartos, com braços, pernas e pescoço presos por cordas, algemas e uma corrente. Ela também estava amordaçada e usava uma máscara que, segundo a PM, dificultava sua respiração.

A família havia registrado o desaparecimento da jovem na segunda-feira (17). Durante as investigações, a Polícia Civil identificou um histórico de violência doméstica.

O homem deve responder por sequestro e porte ilegal de arma de fogo.

Nota da defesa

A defesa ressalta que o inquérito policial ainda está em andamento e que, neste momento, é prematura qualquer manifestação conclusiva sobre o mérito. Nem tudo o que vem sendo divulgado corresponde, necessariamente, à realidade dos fatos.

Embora não se possa afastar a gravidade do ocorrido, a defesa acredita que, após a conclusão das investigações e a correta individualização das condutas, ficará demonstrado que os fatos atribuídos ao investigado não possuem a extensão que vem sendo divulgada.

A defesa acompanha todas as diligências e confia que a verdade será esclarecida no momento oportuno, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

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