Estados Unidos propõem nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Publicado em 02/06/2026, às 08h56
Administração Trump ⁠propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do ⁠Brasil - Foto: Casa Branca
Administração Trump ⁠propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do ⁠Brasil - Foto: Casa Branca

Por Infomoney

A administração Trump propôs uma tarifa de 25% sobre diversas importações do Brasil, alegando práticas comerciais desleais em áreas como comércio digital e desmatamento ilegal, o que pode impactar significativamente as relações comerciais entre os dois países.

A investigação que levou à proposta de tarifas foi iniciada no ano anterior e revelou que as políticas brasileiras oneram o comércio dos Estados Unidos, embora alguns produtos, como carne bovina e café, tenham sido excluídos das novas tarifas.

O USTR solicitou comentários sobre as tarifas até 1º de julho e realizará uma audiência pública em 6 de julho, com a expectativa de tomar medidas de resposta até 15 de julho, enquanto continua a investigar outras práticas comerciais de diversos países.

Resumo gerado por IA

 A administração Trump ⁠propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do ⁠Brasil, após concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de ‌questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal, disse a autoridade comercial de alto escalão Jamieson Greer na segunda-feira.

As medidas, previstas na Seção 301 da legislação comercial, abrangem áreas como ‌serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês).

O órgão propôs as novas tarifas ao divulgar os resultados de sua investigação sobre práticas comerciais desleais contra o Brasil, iniciada no ano passado, de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Mas excluiu alguns ⁠itens, ‌como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves das novas tarifas.


As práticas ⁠do Brasil nas áreas investigadas ‘irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos, sendo, portanto, passíveis de ação nos termos da Seção 301(b) da Lei de Comércio’, afirmou o USTR em um comunicado.


As tarifas substituiriam parcialmente uma tarifa de 50% sobre muitos produtos brasileiros imposta no ano passado pelo presidente Donald Trump, sendo 40% uma punição pelo processo ​movido pelo Brasil contra o ex-presidente e aliado de Trump, Jair Bolsonaro.

No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou essas tarifas em fevereiro.


Em comunicado, Greer disse que lançou a ​investigação da Seção 301 para lidar com ‘preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos com certas políticas e práticas comerciais do Brasil’.


Apesar do recente diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu gabinete, Greer disse que os Estados Unidos e o Brasil ‘continuam a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação’.

A agência de comércio solicitou comentários sobre as tarifas ​propostas até 1º de julho, com uma audiência pública marcada para 6 de julho. Ela tem até 15 de julho para tomar ‘medidas de resposta’ no âmbito da investigação da Seção 301.


Trump utilizou a mesma lei para impor tarifas abrangentes ⁠sobre produtos chineses durante seu primeiro ​mandato.


O USTR tem várias ​outras investigações em andamento no âmbito da Seção 301 que devem resultar em novas tarifas.

Entre elas, há uma que abrange ⁠o excesso de capacidade industrial na China e em ​15 outros parceiros comerciais, bem como uma sobre a aplicação de proibições de trabalho forçado em 60 países.


A agência abriu uma nova investigação na sexta-feira sobre as práticas de propriedade intelectual do Vietnã.


Com relação às suas ​conclusões sobre o Brasil, o USTR afirmou que a nova tarifa proposta de 25% não se aplicaria às importações brasileiras sujeitas a tarifas relacionadas à segurança nacional ​nos termos da Seção 232 ⁠da Lei de Expansão Comercial de 1962.

Isso inclui tarifas de 50% sobre aço, alumínio e cobre e tarifas de 25% sobre ⁠produtos acabados fabricados com esses metais, bem como uma tarifa de 25% sobre veículos motorizados e peças automotivas.


O USTR informou que os produtos isentos das tarifas propostas de 25% incluem muitas frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes.


Estes se somam à carne bovina, café, terras raras, certos outros metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.

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