Um estudante de medicina foi preso em flagrante por importunação sexual em um hospital em Alfenas (MG) após denúncia de uma paciente, mas foi liberado provisoriamente no mesmo dia, com o caso tramitando em segredo de Justiça.
A vítima relatou que o estudante entrou no quarto sem autorização após um atendimento e a constrangeu ao tocar em sua região genital e tirar fotos, o que gerou a intervenção da Polícia Militar.
O hospital afirmou que estudantes não podem atender pacientes sem supervisão médica e se comprometeu a apoiar a vítima, enquanto o suspeito aguarda o andamento das investigações em liberdade.
Um estudante de medicina de 39 anos foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (3) sob suspeita de importunação sexual no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas (MG), após a denúncia de uma paciente.
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A prisão foi convertida em liberdade provisória ainda na tarde desta segunda, e o processo tramita sob segredo de Justiça. A reportagem busca a defesa do suspeito.
Procurado na manhã desta terça, o hospital afirmou que se pronunciará por meio de nota em breve.
A Polícia Militar foi acionada por volta de 1h após a denúncia da vítima, que alegou ter sido abusada durante um atendimento.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que Alexandre Fonseca Toledo Figueiredo entrou sozinho no quarto após o atendimento de uma equipe composta por um médico e uma enfermeira e pediu a ela que exibisse novamente suas partes íntimas.
Ele teria tocado a região genital da vítima sem usar luvas de procedimento e tirado fotos sem sua autorização, além de ter feito perguntas de cunho pessoal que lhe causaram constrangimento, conforme registro policial.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o suspeito foi conduzido à delegacia, ouvido ainda na madrugada de segunda e preso em seguida.
Segundo o advogado Jorci Caetano, que realizou o pedido de liberdade provisória mas já não representa o suspeito, Alexandre deixou o presídio de Alfenas, para onde havia sido levado, no fim da tarde de segunda. Ele aguardará o andamento das investigações em liberdade.
À Polícia Militar, os representantes da direção clínica do hospital ressaltaram que estudantes não estão autorizados a atender pacientes sem a supervisão médica, e reforçaram prestar apoio à vítima.
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