Estudante de medicina é preso sob suspeita de importunação sexual em hospital

Publicado em 04/08/2026, às 14h18
Reprodução/Redes sociais
Reprodução/Redes sociais

Por Gabriel Araújo/Folhapress

Um estudante de medicina foi preso em flagrante por importunação sexual em um hospital em Alfenas (MG) após denúncia de uma paciente, mas foi liberado provisoriamente no mesmo dia, com o caso tramitando em segredo de Justiça.

A vítima relatou que o estudante entrou no quarto sem autorização após um atendimento e a constrangeu ao tocar em sua região genital e tirar fotos, o que gerou a intervenção da Polícia Militar.

O hospital afirmou que estudantes não podem atender pacientes sem supervisão médica e se comprometeu a apoiar a vítima, enquanto o suspeito aguarda o andamento das investigações em liberdade.

Resumo gerado por IA

Um estudante de medicina de 39 anos foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (3) sob suspeita de importunação sexual no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas (MG), após a denúncia de uma paciente.

A prisão foi convertida em liberdade provisória ainda na tarde desta segunda, e o processo tramita sob segredo de Justiça. A reportagem busca a defesa do suspeito.

Procurado na manhã desta terça, o hospital afirmou que se pronunciará por meio de nota em breve.

A Polícia Militar foi acionada por volta de 1h após a denúncia da vítima, que alegou ter sido abusada durante um atendimento.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que Alexandre Fonseca Toledo Figueiredo entrou sozinho no quarto após o atendimento de uma equipe composta por um médico e uma enfermeira e pediu a ela que exibisse novamente suas partes íntimas.

Ele teria tocado a região genital da vítima sem usar luvas de procedimento e tirado fotos sem sua autorização, além de ter feito perguntas de cunho pessoal que lhe causaram constrangimento, conforme registro policial.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o suspeito foi conduzido à delegacia, ouvido ainda na madrugada de segunda e preso em seguida.

Segundo o advogado Jorci Caetano, que realizou o pedido de liberdade provisória mas já não representa o suspeito, Alexandre deixou o presídio de Alfenas, para onde havia sido levado, no fim da tarde de segunda. Ele aguardará o andamento das investigações em liberdade.

À Polícia Militar, os representantes da direção clínica do hospital ressaltaram que estudantes não estão autorizados a atender pacientes sem a supervisão médica, e reforçaram prestar apoio à vítima.

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