PF investiga esquema que simulava roubos de encomendas nos Correios

Publicado em 04/08/2026, às 14h34
Divulgação/PF
Divulgação/PF

Por Gabriela Cecchin/Folhapress

A Polícia Federal iniciou a Operação Tabellari para investigar um esquema de fraudes nos Correios, onde um grupo simulava furtos e roubos de encomendas, resultando em indenizações indevidas à estatal.

Os suspeitos utilizavam dados de terceiros para adquirir produtos online, enviando-os a destinatários fictícios, e contavam com a colaboração de empregados públicos para simular os crimes durante a entrega.

A operação resultou em dez prisões e dez mandados de busca em São Paulo, com os Correios reforçando seus investimentos em segurança e inteligência para combater fraudes, embora não tenha divulgado detalhes sobre o caso.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma operação para investigar um grupo suspeito de fraudar os Correios por meio da simulação de furtos e roubos de encomendas, em um esquema que teria gerado indenizações indevidas à estatal.

Batizada de Operação Tabellari, a ação cumpriu dez mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão em São Paulo. Segundo a PF, os investigados poderão responder por associação criminosa, peculato, estelionato e receptação.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava dados pessoais de terceiros para comprar produtos em plataformas de comércio eletrônico. As mercadorias eram enviadas para destinatários fictícios vinculados a empresas de fachada.

A suspeita é de que empregados públicos envolvidos no esquema simulassem furtos e roubos durante a entrega das encomendas, permitindo a contratação de seguros e o pagamento de indenizações de forma irregular.

Em nota à reportagem, a estatal afirmou que a operação é resultado de uma ação conjunta da área de segurança dos Correios com a Polícia Federal. Segundo a empresa, as autoridades foram acionadas após um monitoramento interno identificar "atitudes suspeitas".

Os Correios informaram ainda que vêm ampliando investimentos em inteligência e segurança para prevenir crimes contra os serviços postais e que mantêm parceria com os órgãos competentes para combater esse tipo de ocorrência.

A empresa, no entanto, disse que não divulgará detalhes da operação por se tratar de um tema relacionado à segurança e conduzido pela Polícia Federal.

Procurada pela Folha para fornecer informações adicionais, a PF também não informou o valor do prejuízo aos Correios nem detalhou o período de atuação do grupo investigado.

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