por Eberth Lins
Publicado em 13/08/2026, às 12h36
Uma feirante de 41 anos foi indiciada por homicídio culposo após a morte de um homem e a intoxicação de outras seis pessoas devido ao consumo de uma bebida contaminada com inseticida em uma feira em Pariconha, Alagoas.
A investigação revelou a presença de metomil, um inseticida altamente tóxico, em amostras da bebida e nos corpos das vítimas, confirmando a gravidade da intoxicação.
Com o inquérito policial concluído, o caso agora será analisado pelo Ministério Público, que decidirá sobre as próximas medidas legais a serem adotadas.
Uma mulher de 41 anos foi indiciada por homicídio culposo e lesão corporal culposa após uma bebida contaminada com um inseticida provocar a morte de um homem e intoxicar outras seis pessoas durante uma feira livre em Pariconha, no Sertão de Alagoas. A informação foi compartilhada pela Polícia Civil de Alagoas nesta quinta-feira (13).
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As sete vítimas consumiram uma bebida conhecida como “Rapa de Pau”, comercializada no estabelecimento da mulher. Entre os intoxicados estava Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, que morreu após consumir a bebida. As demais vítimas são homens com idades entre 34 e 70 anos.
Conforme a PC, a investigação apontou a presença de metomil na garrafa PET que armazenava a bebida. A substância também foi encontrada em amostras biológicas coletadas de Gilberto e das outras seis pessoas intoxicadas. O metomil é um inseticida agrícola de alta toxicidade, capaz de provocar intoxicações graves e, em casos mais severos, levar à morte.
Com base nos depoimentos e nos laudos do Instituto de Criminalística, a mulher foi indiciada por homicídio culposo pela morte de Gilberto e por seis crimes de lesão corporal culposa, referentes às demais vítimas.
"Diante das oitivas realizadas e dos laudos periciais produzidos durante a investigação, o inquérito policial foi concluído", disse a polícia.
Com o inquérito concluído, o caso será analisado pelo Ministério Público. "A conclusão do inquérito e o indiciamento representam o resultado da investigação policial, cabendo ao Ministério Público a análise dos elementos reunidos e a adoção das medidas cabíveis", complementa a Polícia Civil.
Análise revelou substância que causou envenenamento
A bebida estava contaminada com metomil, um inseticida de uso agrícola, informou a Polícia Científica nessa quarta-feira (12), após a conclusão das análises realizadas em amostras recolhidas durante a investigação.
Os exames realizados pelo Laboratório de Química e Toxicologia Forense identificaram a presença do agrotóxico em três amostras analisadas. Segundo o perito criminal e chefe do laboratório, Thalmanny Goulart, foram examinadas duas garrafas de cachaça da mesma marca e uma garrafa PET que armazenava uma mistura artesanal conhecida como “garrafada”.
A substância também já havia sido identificada em exames realizados no corpo de Gilberto Alves Vicente, que morreu após a intoxicação. Exames posteriores realizados em amostras biológicas de dois sobreviventes também confirmaram a presença de metomil no organismo.
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